No início setembro aconteceu na Alemanha a feira Fish International. O encontro discutiu temas como frutos do mar plant-based. 

Na feira empresas apresentaram alimentos alternativos feitos à base de plantas e os visitantes ainda puderam experimentar os produtos, entre as participações estavam:

  • Revo Foods
  • Bluu Seafood 
  • Happy Ocean Foods
  • Nestlé Professional 
  • FRoSTA

Durante o evento, palestras e reuniões também falaram sobre o tema de frutos do mar plant-based. A ONG líder no campo da promoção de proteínas alternativas, a GFI Europe ainda falou sobre o mercado.

A Feira falou ainda sobre a situação dos oceanos e a urgência das novas alternativas tomarem conta da indústria. Saiba como está o mercado de frutos do mar alternativos.

Frutos do mar alternativos atingem US$ 178,2 milhões em seis meses

Os frutos do mar alternativos atingiram o valor de US$ 178,2 milhões em investimentos nos primeiros seis meses de 2022, conforme apontou o portal Fishfarmingexpert que extraiu informações do PitchBook, empresa que fornece dados financeiros. O levantamento incluiu os frutos do mar plant-based, cultivados e os produzidos por meio da fermentação. 

Aqui vale ressaltar que os produtos cultivados ainda não podem ser comercializados em todos os países – atualmente, apenas Cingapura aprovou a venda desses alimentos – porém, existem tramitações para obter essa aprovação em vários locais. 

Investimento em frutos do mar alternativos

A maior parte do valor foi para a empresa estadunidense Wildtype, voltada para a produção de frutos do mar cultivados, já que a mesma conquistou US$ 100 milhões em fevereiro desse ano na  maior rodada da Série B para uma startup desse setor feita até o momento. 

O investimento no empreendimento foi liderado pela L Catterton, empresa de private equity, com participações da Lifely VC (empresa de capital de risco e participações privadas com sócios brasileiros), FootPrint Coalition (criado por Robert Downey Jr.), Bezos Expeditions (family office de Jeff Bezos), Temasek (fundo com sede em Cingapura), S2G ventures Oceans via Seafood Fund (capital de risco de Chicago), Spark Capital (capital de risco estadunidense), CRV (empresa de venture capital) e Cargill (empresa alimentícia). 

“À medida que os consumidores continuam procurando opções de frutos do mar mais sustentáveis, a Wildtype é uma marca que se destaca por sua tecnologia e qualidade do produto. Estamos à beira de uma revolução de consumo em torno de proteínas cultivadas, e a Wildtype está bem posicionada para desempenhar um papel de liderança nessa transformação, começando com o salmão”, afirmou Jon Oswley, sócio-gerente do L Catterton em um comunicado que anunciou a captação. Além disso, também ocorreram captações para outras empresas. Pode-se exemplificar isso abordando as seguintes: Current Foods, marca estadunidense plant-based, que obteve US$ 18 milhões em uma rodada seed, a chinesa Avant Meats que conquistou mais de US$ 10,8 milhões para seus frutos do mar cultivados, bem como a Umami Meats, voltada para o segmento cultivado, que conseguiu US$ 2,4 milhões em uma rodada pré-seed em março desse ano.

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*Imagem de capa: Divulgação Mimic Seafood (via Bloomberg)

Por Gabriela Catan em 19 de setembro
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