Quer saber mais sobre o mercado plant-based no Brasil?

Conforme o The Good Food Institute (GFI) os negócios plant-based cresceram no mundo todo mais de 7% ao ano e devem atingir US$ 10,9 bilhões  até esse ano. 

Aqui no Brasil essa situação de expansão não difere. A instituição afirmou em um relatório que o país é capaz de assumir o protagonismo do mercado de proteínas alternativas, seja como fornecedor de ingredientes e produtos vegetais, polo global de pesquisa ou até mesmo através do cultivo de células (aqui vale lembrar que o alimento não é à base de plantas). 

Alguns dos motivos para o país ser capaz de ter protagonismo na área de produtos à base de plantas são: 

  • Sustentabilidade na produção tradicional — somos pioneiros em certas técnicas, como a neutralização da emissão de carbono na agropecuária. 
  • As novas tecnologias com base vegetal — o Brasil possui conhecimento nesse segmento, algumas das principais empresas de alimentos do mundo e uma grande produção de ingredientes que podem abastecer esse setor. 

Público flexitariano auxiliou a impulsionar o mercado

Para falarmos de mercado, é necessário pensarmos no público. 

Segundo o GFI, quem auxiliou a expandir o mercado de proteínas alternativas brasileiro foi o aumento do público flexitariano. 

Uma pesquisa que a instituição fez em parceria com a Snapcart, no ano de 2018, revelou que a preocupação com a saúde foi a principal motivação desses participantes (59%), além das chamadas restrições médicas (70%). 

Fazendo um paralelo com essa informação, uma pesquisa da IPEC também apontou que 46% dos brasileiros não consomem carne — por desejo próprio — pelo menos uma vez na semana. 

Ainda, de acordo com o Euromonitor o consumo de alimentos plant-based cresceu quase 70% em 5 anos no Brasil, demonstrando a procura por esse tipo de alimento. 

Dados sobre o mercado plant-based no Brasil 

Vamos aos dados do mercado plant-based no Brasil? 

Faturamento do mercado

Conforme a Euromonitor, o faturamento do mercado plant-based foi de US$ 82,8 milhões (R$ 457,52 milhões) no ano de 2020, apresentando uma alta de quase 70% desde 2015.

A estimativa para esse segmento também é promissora: é esperado que atinja US$ 131,8 milhões (R$ 728,27 milhões) até 2025. 

Lançamento de produtos à base de plantas

Conforme a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), com base em estudos da Mintel, o lançamento global de produtos plant-based aumentou 40% entre 2015 e 2019, sendo que aqui na região da América do Sul e Central o Brasil é o país que mais trouxe novidades durante esse período. 

Destaque para alguns alimentos

Um relatório da Mintel – Food & Beverage, feito em 2020 e citado pelo Food Connection, também abordou os produtos à base de plantas que tiveram mais destaque no mercado brasileiro. 

São eles: pizzas, iogurtes de colher plant-based, café pronto para beber, sobremesas congeladas,  confeitaria de cremes e frutas, sopas, petiscos de arroz, petiscos à base de trigo e outros grãos, além da maionese. 

De forma geral, o investimento em startups brasileiras está crescendo

As startups brasileiras, de forma geral, estão recebendo mais investimentos. Como já falamos aqui, o Distrito Dataminer apontou que esses negócios levantaram US$ 9,4 bilhões em 2021, sendo que o Brasil conseguiu mais 10 empresas unicórnios.

É informado que houveram 279 transações para a fase seed, 200 para a fase pré-seed, 51 rodadas da Série B e 27 transações da Série C. 

Para compararmos,  o aporte de investimentos somou o total de US$ 147 milhões em 2011, sendo que no ano passado esse número subiu para US$ 9,4 bilhões. 

Isso demonstra que está ocorrendo mais investimentos, dessa forma, não só as startups à base de plantas podem se beneficiar desse momento, mas também todos os negócios brasileiros. 

Quantas startups à base de plantas existem no Brasil? 

Um relatório do GFI apontou haver 106 empresas de proteínas à base de plantas no Brasil no ano de 2020. 

Sabemos que as startups à base de plantas estão recebendo cada vez mais investimentos, um desses cases de sucesso é a Fazenda Futuro 

A empresa conseguiu captar R$ 300 milhões em uma rodada da Série C e teve valuation de R$ 2,2 bilhões, além de já atuar em 25 países. 

Isso tudo demonstra as inúmeras possibilidades desse setor no nosso país. 

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*Imagem de capa: Unsplash

Por Amanda Stucchi em 17 de janeiro