Ter produtos com embalagens sustentáveis é uma atitude primordial para preservar a natureza. 

Pare e reflita: da última vez que você foi no supermercado quantos produtos estavam embalados? Provavelmente muitos. 

Se você continuar nesse exercício e refletir quantos supermercados existem no seu bairro, na sua cidade, estado e no Brasil vai chegar em um número muito grande de embalagens. 

Por isso, é importante que as marcas criem embalagens mais sustentáveis para vender ao consumidor final nos mercados. Isso porque nessa reflexão só estamos analisando o supermercado, porém, produtos são vendidos em diversos locais. 

Produção das embalagens durante a pandemia

Segundo o Estadão, com a pandemia a produção das embalagens cresceu 0,5%. Os plásticos tiveram uma alta de 6,8% e o papel e o papelão ficou em 1%. O veículo também apontou que segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) a perspectiva para 2021 é um crescimento de 4,4-5,9% sobre 2020. 

Sabendo disso, que tal conhecer embalagens mais sustentáveis? Assim, caso queira criar um negócio, é  possível extrair inspiração.

Embalagens sustentáveis: comestíveis e sem uso de plástico

Em vez de descartar a embalagem, que tal ingeri-la como complemento da refeição ou bebida? 

Aqui no Vegan Business já citamos o copo comestível vegano da BioBite, que o Manchester City testou em estádio. É possível utilizá-lo para bebidas quentes ou frias, sobremesas, pudins, iogurtes e sopas. Além disso, se não quiser comer o copo, tudo bem, você pode colocar esse produto na compostagem. 

Outra marca que utilizou essa mesma ideia é a Skipping Rocks Lab, que produz o Ooho, uma membrana feita com algas marinhas e plantas para armazenar bebidas e molhos. A Skipping Rock Labs expandiu além desse produto e deu o nome de Notpla para o material, biodegradável em 4 – 6 semanas. 

Notpla: membrana comestível para molho e bebidas

Imagem: Divulgação Notpla (via Mundo Conectado)

Além das embalagens comestíveis, também existem aquelas que eliminam a necessidade do uso de plástico. 

Um exemplo é a Effusio, a empresa produtora de medicamentos usa a tecnologia de impressão flexográfica para desenvolver os discos Prebiotic+ e Sleep+  solúveis em vários líquidos. Dessa forma, não é necessário utilizar um plástico para abrigar o medicamento. 

Effusio não precisa de plástico

Imagem: Divulgação Effusio

PEF: outra embalagem mais sustentável à base de plantas

Além de criar embalagens solúveis e comestíveis, também é possível criar garrafas que se degradam mais rápido. 

É o caso da garrafa PEF (sim, com F no final), criada pela Avantium, esse material é plant-based e é renovável — segundo informações, a pegada de carbono é 50 – 70% menor — e estudos também demonstram que o material se degrada em 250 – 400 dias estando em compostagem industrial. É produzido com açúcar de milho, trigo ou beterraba. 

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*Imagem de capa: Reprodução Notpla (via Facebook)

 



por Amanda Stucchi em 15 de setembro