Você já conhece algumas startups que produzem carne vegana de corte inteiro?

A FoodHack é uma plataforma que destaca e conecta os empreendedores e inovadores da área alimentícia, servindo também de inspiração para os profissionais, produz artigos, podcasts, relatórios e tem, até mesmo, um evento chamado FoodHack Summit, que irá acontecer entre 5 e 6 de outubro. Um de seus novos relatórios é o “Exploring The Holy Grail of Alt-Meat: Whole-cut Plant-Based Meat and Seafood” (em tradução livre: “Explorando o Santo Graal da carne alternativa: carne e frutos-do-mar à base de plantas com cortes inteiros”).

Segundo o CEO e founder da FoodHack, Arman Anatürk, via LinkedIn: “Cortes inteiros no mercado à base de plantas são um segmento relativamente insaturado, então há muito espaço para o crescimento de novas empresas”. Ele também citou 23 marcas que já estão nesse mercado, sendo as seguintes: Aleph Farms, Aqua Cultured Foods, Atlast Food Co., The Better Meat Co., Blue Nalu, Blue Ridge Bantam, Green Rebel, Chunk Foods, COCUUS, HigherSteaks, Innomy, Juicy Marbles, Kinoko Labs, Libre Foods, Mea Tech e Meati Foods. No relatório é possível encontrar, além dessas, mais 9 startups, dois estudos de caso, bem como números, previsões, tecnologias e tendências, e ainda um banco de dados com investimentos recentes. 

Algumas dessas empresas nós já falamos aqui no Vegan Business como, por exemplo, a The Better Meat Co., com sua micoproteína feita de batatas, via processo de fermentação. 

Blue Ridge Bantam

Os fundadores dessa empresa são Carson Bone (CEO) e Khanh Nguyen (CTO). A Blue Ridge Bantam faz carnes de aves cultivadas com células, no momento sua missão é oferecer carne de peru. Muito interessante para um jantar de Natal em família, não é? O processo de fabricação é o seguinte: se coleta uma amostra de tecido e células de gordura de um animal e, depois, as colocam no biorreator, onde as células prosperam e se reproduzem. Ainda no processo é utilizado uma estrutura para auxiliar as células a se unirem, em um material projetado para causar interações celulares desejáveis. Depois disso, o produto está feito e tem a mesma composição biológica do que a carne de origem animal. 

Libre Foods

A Libre Foods é uma empresa espanhola, fundada por Alan Iván Ramos, cujo objetivo é fornecer carne de cortes inteiros, já que a maioria das proteínas alternativas disponíveis vem em um formato picado ou processado. Por isso, o primeiro produto que desejam produzir é o bife, em um processo de fermentação de fungos, criando uma carne à base de micélio e, depois, desejam expandir para outros tipos de carne, como aves e frutos-do-mar.
O founder Alan Iván Ramos disse à Green Queen Media: “Em aplicações alimentícias, o micélio se reproduz rapidamente, oferece fibrosidade semelhante à da carne e contém qualidades nutricionais únicas superiores a outras fontes de proteína. Fungi é o passado, o presente e o futuro”. Primeiro irá lançar na Europa e depois expandirão internacionalmente.

Fungos produzem carne de corte inteiro vegana
Imagem: Divulgação Libre Foods

Kinoko Labs

A Kinoko Labs é outra empresa que também aposta nas carnes inteiras cultivadas com o micélio fúngico. A empresa foi fundada por Isabella Iglesias-Musachio e deseja criar carnes veganas que tenham toda a experiência de sabor, nutrição e preço da carne de origem animal, criando alternativas de carne e peixe minimamente processados, de corte inteiro. Sua fundadora também foi finalista da Vegan Women Summit Pathfinder, onde as competidoras faziam um pitch para receber um prêmio avaliado em mais de US$ 50 mil, que também incluía US$ 10 mil em dinheiro (patrocinado pelo fundo Purple Orange Ventures), US$ 35 mil em serviços de branding na Evolution Bureau e uma associação global para ter escritório no WeWork. 

Mercado da carne plant-based: o que podemos esperar da carne vegana de corte inteiro?

Achou interessante conhecer essas empresas inovadoras? As carnes veganas são um mercado com muito potencial. Já falamos aqui no Vegan Business sobre as carnes cultivadas com células que, de acordo com um relatório da McKinsey, podem atingir US$ 25 bilhões até 2030. 

A indústria plant-based, no geral, pode obter grandes somatórias. Outra matéria nossa também fala sobre o relatório da Credit Suisse, em que é revelado que o mercado plant-based será 100 vezes maior em 2050. Portanto, podemos esperar mais inovações (e mais empresas) de carnes veganas inteiras no futuro.

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por Amanda Stucchi em 24 de junho