Você sabia que a proteína à base de plantas é tão eficiente para a construção de músculos como as proteínas de origem animal e o soro de leite em pó?

Foi essa a descoberta de um estudo, liderado por Hamilton Roschel do Grupo de Pesquisa em Fisiologia Aplicada e Nutrição da Universidade de São Paulo, publicado na revista científica Sports Medicine.  

Proteína à base de plantas é eficiente para construir músculos e massa magra 

O objetivo da pesquisa foi investigar os efeitos que as fontes de proteínas (à base de plantas versus uma dieta mista onívora) causam na massa e força muscular em homens jovens saudáveis que praticam treinamento de resistência. 

Para chegar aos resultados, o estudo contou com a participação de 19 jovens veganos e 19 jovens onívoros, que fizeram um programa de treinamento de resistência supervisionado durante 12 semanas (aproximadamente 3 meses), que praticaram os exercícios duas vezes por semana. 

Após avaliação da ingestão habitual de proteína, os participantes começaram a tomar 1,6 gramas de proteína suplementar, os veganos tomaram o suplemento de proteína de soja, enquanto os onívoros ficaram com a proteína do soro de leite. Vale mencionar que a ingestão desses elementos foi monitorada a cada quatro semanas. 

Além disso, as pernas dos participantes foram avaliadas antes e depois do estudo, considerando a massa magra, os músculos, entre outros. 

Após a conclusão do programa de exercícios, foi averiguado que a massa magra e as áreas transversais de fibra muscular aumentaram significativamente em ambos os grupos (tanto os veganos quanto os onívoros), sem diferenciações. 

O estudo concluiu dizendo: “Uma dieta rica em proteínas exclusivamente à base de plantas (alimentos integrais à base de plantas + suplementação de isolado de proteína de soja) não é diferente de uma dieta mista de proteína combinada (alimentos integrais mistos + suplementação de proteína de soro de leite) no apoio à força muscular e acúmulo de massa”. 

Isso sugere que independente da fonte de proteína, desde que consumam quantidades adequadas desse elemento, todos alcançam o mesmo resultado, mesmo aqueles que não tem o hábito de praticar exercício físico. 

Outro estudo também tem a mesma conclusão 

Além do estudo brasileiro, uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition chegou à mesma conclusão. 

Conforme contou o Vegnews, a pesquisa teve 3 mil participantes com hábitos alimentares variados que estavam na faixa etária de 17 a 72 anos. Todos foram observados de 2002 a 2005 por pesquisadores do Hebrew Senior Life’s Institute for Aging Research e da University of Massachusetts Lowell. 

A conclusão que chegaram foi que independente da fonte de proteína, todas levavam a uma boa saúde musculoesquelética geral. 

Veganismo no esporte

Já falamos aqui no Vegan Business sobre os atletas veganos que participaram das Olímpiadas de Tóquio no ano passado e dos futebolistas que seguem essa dieta. 

Quem troca a proteína animal pela vegetal pode ter diversos benefícios. Conforme uma matéria do Eu Atleta, em conversa com a nutricionista Luna Azevedo e o endocrinologista Yago Fernandes, após parar de comer carne por um mês ocorre a melhora no humor, disposição e desempenho da atividade física. 

Depois de cortar esse alimento da dieta por um ano, acontece uma melhora nos estados antioxidantes e anti-inflamatórios do corpo, isso pode auxiliar o sistema imunológico a se recuperar depois do exercício físico. 

Quando se para de comer carne durante dez anos isso provoca uma melhora na performance esportiva. 

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*Imagem de capa: Pexels



por Amanda Stucchi em 14 de janeiro