Você já ouviu falar sobre a micoproteína? Essa é uma fonte de proteínas alternativas que tem tudo para se destacar, já que é mais sustentável do que a carne e os laticínios. Além disso, oferece um sabor mais semelhante à carne, o que pode facilitar para a transição a uma dieta vegana ou vegetariana. 

Normalmente, as micoproteínas são feitas a partir do fungo Fusarium venenatum e da fermentação, um exemplo é a marca Quorn, que produz carnes alternativas com esse fungo. 

Vale lembrar que esse fungo não vem só dos cogumelos, pode estar presente em outros locais. Um exemplo de micoproteína é a da The Better Meat Co, feita com batatas em vez de cogumelos, nesse caso, a empresa fornece raízes de fungos a esses alimentos, que se tornam proteínas vegetais. 

A parte do fungo que é transformada em proteína é o micélio, esse é local vegetativo de um fungo, sendo o responsável por carregar os nutrientes que o fungo precisa para sobreviver. 

Aqui vale ressaltar que nem todo produto que utiliza a micoproteína é vegano. Isso depende do fornecedor, já que alguns adicionam ovos ou proteínas de leite com o objetivo de melhorar a textura. 

Podemos observar no FAQ da Quorn, uma das marcas mais famosas nesse segmento, que sua micoproteína é vegana, mas alguns de seus produtos tem uma pequena quantidade de ovos caipiras, portanto, eles recomendam consultar a rotulagem para verificar. 

Hambúrgueres

Imagem: Unsplash

A história da micoproteína 

Caso você goste de conhecer a história das invenções, se prepare para entender quem criou a micoproteína. 

Conforme o Quorn, tudo começou com o Dr. Spicer, diretor de pesquisa, ele trabalhava com o industrial britânico Lord Rank que pediu para que o mesmo desenvolvesse um processo que transformasse o amido em proteína usando a fermentação. 

Após muitas investigações, o pesquisador descobriu no ano de 1967 o microrganismo mais adequado: o fungo Fusarium venenatum em um jardim. Depois disso, lá em 1974, a micoproteína da empresa foi nomeada pelo Comitê de Padrões Alimentares do Reino Unido. 

Os benefícios dessa fonte de proteína e a situação do mercado

A micoproteína, de forma geral, é um produto que traz benefícios nutricionais. Segundo a The Better Meat Co., sua micoproteína tem mais ferro do que porco, peru e carne bovina, mais proteína do que ovos e mais potássio do que bananas, além de ter em sua composição fibras, que não estão presentes na carne de origem animal. 

A nutricionista Janet Coleman também acrescentou ao The Beet que a micoproteína traz mais benefícios para a saúde do que a carne, peixes e até os ovos, tendo 40% menos de gordura do que outros tipos de proteínas. 

Porém, é necessário ressaltar que algumas pessoas podem ter reações alérgicas ao produto — assim como muitos alimentos disponíveis por aí — um estudo, publicado no jornal acadêmico Annals of allergy asthma & immunology, apontou os sintomas gastrointestinas, urticária e anafilaxia. 

Entretanto, as instituições Food and Drug Administration (FDA) e o Food Standards Agency (Reino Unido) afirmam que os produtos feitos com micoproteínas são seguros para a comercialização. 

Além desses possíveis benefícios nutricionais, o produto também movimenta a economia. 

De acordo com o Research and Markets, o mercado global da micoproteína estava estimado em US$ 552,1 milhões em 2020, sendo previsto que atinja US$ 803,9 milhões até 2027, crescendo a um CAGR de 5,5% durante o período (2020-2027). 

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*Imagem de capa: Unsplash / adaptado



por Amanda Stucchi em 7 de janeiro