Você conhece uma empresa vegana liderada por mulher? Então, mostre para ela a iniciativa VWS Pathfinder. Essa é uma competição do Vegan Women Summit que abrangerá seis continentes, com cinco finalistas e uma vencedora que receberá US$ 50 mil para promover seus negócios. 

A cúpula será em formato virtual e ocorrerá no dia 29 de outubro, é para quem inova sem utilizar elementos de origem animal, seja nas áreas de alimentos, moda, beleza ou biotecnologia. É dito na página: “Junte-se a nós em um dia inteiro de painéis com CEOs, bate-papos com founders e sessões informativas para aprender sobre o futuro das alternativas sem elementos de origem animal”, em tradução livre. 

Para inscrever seu pitch no VWS Pathfinder é necessário atender os seguintes requisitos: 

  • Você deve ser uma mulher (o evento inclui pessoas que se identificam, identificaram ou foram identificados como mulheres); 
  • Deve ser founder ou co-founder de uma empresa que está desenvolvendo alguma inovação sem a utilização de elementos de origem animal nas áreas de alimentação, moda, beleza ou biotecnologia; 
  • Os produtos à base de células serão aceitos caso nenhum animal for prejudicado no processo e o meio de cultura de células for livre de animais. 

Caso tenha uma empresa vegana liderada por mulher, a inscrição para o concurso estará aberta até o dia 27 de agosto às 23:59 do horário do Pacífico. As cinco finalistas realizarão uma apresentação ao vivo para um júri global de investidores, que incluem as seguintes empresas: Stray Dog Capital, Upfield e VegInvest, entre outras. 

O evento também ressaltou que 70% de suas palestrantes não são mulheres brancas. A fundadora do evento, Jennifer Stojkovic, já havia dito à imprensa no ano passado: “O Vegan Women Summit foi fundado para fortalecer as vozes das mulheres no movimento vegano. Por muito tempo, as mulheres, principalmente as negras, lideraram esse movimento, mas não foram reconhecidas por suas contribuições”. 

Heather Millls, founder da empresa de alimentos plant-based Vbites, será uma das manchetes do evento. Ela disse em um comunicado: “Precisamos de soluções em todos os níveis da cadeia de abastecimento do sistema alimentar e acredito que acelerar o crescimento de startups lideradas por mulheres, voltadas para a missão, é a chave para o sucesso desta indústria”. 

Outra founder que acrescentou suas considerações foi a Miyoko Schinner, da marca de queijo e manteiga vegana Miyoko’s: “Como fundadora de empresa [sem elementos de origem animal], experimentei preconceitos de gênero e desafios de investidores em potencial em primeira mão e espero que, através de plataformas como essa, possamos criar um caminho mais equitativo para as mulheres empresárias em ascensão”. 

Segundo reportagem da Forbes, um relatório da empresa de venture capital Atomico mostrou que 93% dos investimentos em startups de tecnologia europeia, feitos em 2018, foram para equipes fundadas exclusivamente por homens. 

Já um estudo da Crunchbase, plataforma sobre empresas comerciais e públicas, demonstrou que mesmo se juntássemos os investimentos de capital de risco, feitos em 2019, nas empresas com mulheres fundadoras e nas empresas mistas isso seria apenas 9% de todos os investimentos levantados. A plataforma ainda aponta que as mulheres representam 40% dos empreendedores dos Estados Unidos. 

Para quem tem curiosidade sobre o mercado brasileiro, o Distrito, B2Mamy e a Endeavor criaram um relatório para abordar essa questão e descobriram que, apesar das mulheres representarem 4,7% do ecossistema, startups fundadas somente por mulheres levantaram 0,04% do total de investimentos de 2020. 

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*Imagem de capa: Pexels



por Amanda Stucchi em 2 de agosto