A Finless Foods, empresa estadunidense, levantou US$ 34 milhões na Série B para o atum plant-based e atum-rabilho cultivado. O investimento foi liderado pela Hanwha Solutions, com participação da At One Ventures, Dainichi Corp, Olive Tree Capital, Draper Associates, Justin Kan, Humboldt, Gaingels, Sustainable Ocean Alliance e SOSV.

O investimento será utilizado para o atum plant-based e o atum-rabilho cultivado 

O valor será utilizado para os seguintes objetivos:

  • Lançar o atum plant-based em food services dos Estados Unidos, explorar a distribuição internacional na Ásia e expandir o portfólio de frutos do mar à base de plantas.
  • Contratar mais equipe, especialmente o time de pesquisa e desenvolvimento, para se transformar em uma empresa de alimentos.
  • Conseguir a aprovação regulatória para o atum-rabilho cultivado para que seja comercializado, bem como reduzir o preço desse produto para atingir a paridade de preço com o alimento de origem animal. 

Além disso, a empresa também utilizará o investimento para finalizar a construção de uma planta piloto para produzir atum-rabilho cultivado para o mercado. 

Michael Selden, CEO e cofundador da Finless Foods, destacou em um comunicado

“Estou animado de acompanhar rapidamente a rodada de investimento do ano passado com nossa Série B para finalizar a construção de uma instalação piloto onde a Finless produzirá seu primeiro atum-rabilho cultivado em células, vendável para o mercado, que deve ser inaugurado na área da baía este ano. Também estamos nos preparando para lançar nosso atum à base de plantas no food service nacionalmente este ano, o que aumentará a receita da empresa, um marco importante para a Finless e a indústria”.

O porta-voz da Hanwha Solutions acrescentou sobre o investimento: “Dada a mudança climática que nosso planeta enfrenta, acreditamos que a agricultura celular se tornará o futuro da produção de alimentos. Por isso, estamos entusiasmados em embarcar na jornada junto com a Finless. Com sua visão ousada e tecnologia inovadora, estamos confiantes que nossa parceria com a empresa acelerará a revolução alimentar e proporcionará um futuro melhor para a humanidade”. 

A empresa contou em sua página que a ideia de começar pelo atum surgiu porque — conforme a ONU — esse é o tipo de peixe mais consumido do mundo e o segundo mais pescado, dessa forma, acreditam que essa é uma maneira de realizar um grande impacto! O objetivo é que as pessoas possam apreciar o atum tanto sozinho quanto como em outros pratos populares, como Poke e Sushi. 

Uma curiosidade é que a marca criou um Conselho de Impacto com diversos líderes que pensam sobre o oceano e frutos do mar sustentáveis, como Mike Sutton (auxiliou a criar o Marine Stewardship Council), Dick Jones (veterano na indústria de frutos do mar que supervisionou as operações desse setor na Whole Foods Market e HEB Grocery) e Jack Kittinger (lidera o Programa Global de Pesca e Aquicultura da Conservation International, bem como é Professor de Prática no Laboratório de Futuros Globais e Escola de Sustentabilidade da Arizona State University). 

Sobre a Finless Foods 

A empresa foi criada pelos cofundadores Michael Selden e Brian Wyrwas, com a missão de criar um futuro para os frutos do mar onde o oceano prospera, após aprenderem sobre a pressão cada vez maior que o oceano passa e a pesca global. 

Michael Selden acrescentou: “Identificamos instintivamente o atum-rabilho como a primeira espécie de foco e prioridade da Finless, tanto por sua oportunidade de conservação quanto por sua estratégia de negócios”. 

Após o atum, a empresa também deseja expandir para outras espécies de frutos do mar. 

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*Imagem de capa do atum plant-based: Divulgação Finless Foods | Foto: Business Wire



por Amanda Stucchi em 8 de março