Um estudo, publicado na revista científica Nature Food, indicou que a adoção de uma dieta plant-based pelas nações mais ricas pode reduzir as emissões de gás carbônico em até 61%

Adotar dieta à base de plantas para reduzir emissões de gás carbônico

Segundo a Green Queen, essa pesquisa sugere que se 54 países ricos participassem dessa mudança de dieta, isso poderia salvar o planeta de um desastre climático. Aqui vale mencionar que os pesquisadores não abordaram quais países trariam mais impacto, porém, o veículo apontou para os Estados Unidos e a China, muito centrados na carne. 

Esse novo estudo baseou suas sugestões no sistema EAT-Lancet. O que é isso? Essa é uma comissão que apresentou uma dieta focada na saúde planetária e humana, que indica uma redução significativa no consumo de carne e de laticínios, incentivando as pessoas a optar pelas frutas, nozes e legumes. 

Para termos mais opções de produtos plant-based que sejam semelhantes à carne e aos laticínios, auxiliando na transição alimentar, as empresas exercem um papel-chave, bem como a situação do mercado. 

Conforme um relatório da Research and Markets, o mercado global de carne e leite à base de plantas poderá atingir US$ 68,7 bilhões até 2025, crescendo a um CAGR de 17,42%. 

Outro estudo informa que a carne emite 57% do gás carbônico

Podemos relacionar esse novo estudo com outro publicado na revista Nature Food, que demonstra que a carne emite 57% do gás carbônico  na indústria alimentícia, já os alimentos à base de plantas emitem só 29% de gases de efeito estufa. 

Divulgado pelo The Guardian, é informado que o bife, leite de vaca e o porco são os produtos que mais causam emissões de gases de efeito estufa. 

Um dos autores, Atul Jain, disse ao veículo: “Este estudo mostra todo o ciclo do sistema de produção de alimentos, e os legisladores podem querer usar os resultados para pensar sobre como controlar as emissões de gases de efeito estufa”. 

Entretanto, o efeito estufa é só um dos fatores negativos que devemos lidar, já que para produzir carne muitos locais são desmatados e muita água é utilizada. 

A pesquisadora Ima Vieira falou ao Brasil de Fato, no ano de 2019, que 80% do desmatamento na Amazônia é decorrente da atividade pecuária. Quanto ao consumo de água, a Embrapa apontou que a média da pegada hídrica global de um quilo de carne bovina é de 15,5 mil litros de água. 

Benefícios de ter uma dieta à base de plantas 

A dieta à base de plantas — quando bem equilibrada — é benéfica para a saúde das pessoas e do planeta. 

Já existem estudos que indicam que uma dieta à base de plantas pode manter o coração saudável, reduzir a pressão arterial, melhorar o colesterol, auxiliar na prevenção de diabetes tipo 2, ajudar a reduzir o peso, minimizar os riscos de AVC, manter o cérebro saudável, diminuir o risco de câncer e dar uma vida mais longa para quem se alimenta dessa forma. 

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*Imagem de capa: Pexels



por Amanda Stucchi em 27 de janeiro