O mercado mundial de cosméticos veganos deve superar a marca de US$ 28,5 bilhões até 2031, segundo projeções da consultoria Allied Market Research. O avanço reflete a transformação do comportamento dos consumidores, cada vez mais atentos à origem dos ingredientes, à sustentabilidade ambiental e ao impacto ético de suas escolhas de beleza.

De acordo com o estudo Vegan Cosmetics Market: Opportunities and Forecast, o setor deve crescer a uma taxa média anual de 5,9% até o início da próxima década. A América do Norte deve continuar liderando o mercado global, mas a região da Ásia-Pacífico tende a registrar o crescimento mais acelerado, com um CAGR estimado em 7,7%.

Entre os fatores que impulsionam esse movimento estão a percepção de que os cosméticos veganos são mais saudáveis e seguros em comparação com produtos sintéticos, além do aumento da renda disponível e da busca por alternativas alinhadas a valores éticos e ambientais.

Outro ponto relevante é que o interesse por cosméticos veganos vai além do público estritamente vegano. Consumidores que não seguem uma dieta baseada em plantas também têm priorizado produtos livres de crueldade e com formulações plant-based, associados ao conceito de “beleza limpa”.

O relatório destaca ainda a rápida expansão do mercado: em 2021, o setor movimentava cerca de US$ 16,6 bilhões, passando para US$ 19,2 bilhões em 2024 — um crescimento consistente que reforça o potencial de longo prazo da categoria.

A força da beleza livre de crueldade

Uma pesquisa conduzida pela V-Label International em 2023 revelou que 84% dos consumidores afirmam não comprar produtos de beleza testados em animais. Além disso, 85% utilizam regularmente cosméticos veganos ou cruelty-free, e 86% manifestaram interesse em ampliar esse consumo.

Entre as novas gerações, esse comportamento é ainda mais evidente. Dados da Statista apontam que apenas 12% da Geração Z comprariam produtos de marcas que realizam testes em animais, enquanto metade dos jovens entrevistados declarou rejeitar completamente essas práticas.

O crescimento do mercado de cosméticos veganos reflete, portanto, uma mudança estrutural na forma como a beleza é percebida — deixando de ser apenas estética para incorporar valores de ética, transparência e sustentabilidade.

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