Você tem curiosidade em saber qual é a situação da carne alternativa no varejo on-line? A 1010data, plataforma de dados, fez uma pesquisa e nomeou os alimentos plant-based como a categoria do ano, após realizar um relatório em 2020 sobre o setor. O estudo demonstrou que houve um crescimento anual de 199% na procura por produtos de carne alternativa nesse canal de compra.

Além disso, a instituição também afirmou que a MorningStar Farms, divisão da Kellogg’s que oferece alimentos vegetarianos e veganos, é a marca que teve melhor desempenho. Em seguida, as que mais performaram foram a Beyond Meat e a Gardein. 

É dito no relatório sobre a MorningStar Farms: “Enquanto a MorningStar Farms continua a ser líder em participação de mercado com vendas crescendo 93,9% ano a ano, eles perderam quase 3 pontos e 7% de sua base de clientes ano a ano. Além disso, a maior parte de seus clientes perdidos (36%) mudou para o concorrente principal, Beyond Meat”. Já, sobre a Beyond Meat é afirmado que a empresa perdeu 1,33 pontos e 40% dos consumidores mudaram (ou voltaram) para a MorningStar Farms. 

Em uma entrevista para o Vegconomist, a diretora de plant-based da Kellogg’s e da MorningStar Farms disse: “Há décadas somos líderes e inovadores no mercado à base de plantas, porque evoluímos para atender às mudanças nos gostos de nossos clientes com uma variedade de opções. O segmento está progredindo de forma consistente e é fundamental desenvolver novas maneiras de fazer as pessoas explorarem opções de alimentos à base de plantas”. 

A 1010data também apontou os melhores canais para a venda de carne alternativa, lembrando que a pesquisa é estrangeira e não necessariamente irá refletir no Brasil.  A primeira plataforma é a Instacart, representando 42%, essa empresa opera nos Estados Unidos e Canadá, realizando delivery de lojas locais. O Wallmart ficou em 25%, e depois vem a Amazon com 14% em vendas. 

Sobre o crescimento de termos específicos, o relatório apontou que de 2019 para 2020 ocorreu um crescimento de 163% na busca pelo termo orgânico, 148% para plant-based, 99% para sem glúten e 88% para vegano. 

Uma pesquisa parecida que noticiamos no Vegan Business é a da Label Insight, empresa de metadados, que descobriu que em junho de 2021 a Amazon registrou 44 mil pesquisas por carne alternativa. Nesse caso, os consumidores utilizaram termos como “frango vegano”, “hambúrgueres veganos”, “carne vegana” e “peixe vegano”, para encontrar os produtos desejados. 

Apesar de serem estudos de instituições internacionais, também podemos fazer um paralelo com pesquisas sobre a realidade brasileira. Já falamos que o IPEC relatou que 46% dos brasileiros não consomem carne, por desejo próprio, pelo menos uma vez na semana e 32% da população também prioriza a opção vegana nos restaurantes. 

Ademais, um estudo global da One Poll (que incluiu o Brasil) também apontou que 43% das pessoas procuram ingerir menos carne de origem animal. Pensando nisso, é provável que essa mudança de dieta esteja causando esses números relatados no varejo on-line. 

Se você se interessa em ler o relatório completo, é possível acessá-lo gratuitamente

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*Imagem de capa: Pexels



por Amanda Stucchi em 18 de agosto