De acordo com um novo relatório de pesquisa sobre as tendências do mercado de suplementos de proteína plant based, a previsão global é que este deve crescer a um CAGR de 7,8% de 2020 a 2027 para chegar a US$ 9,57 bilhões até 2027.

Contexto

A alimentação à base de plantas é a cada dia mais comum. Nos últimos anos, as vendas no varejo de alimentos e bebidas à base de plantas superaram as expectativas e atingiram patamares pouco esperados. O crescente setor de produtos alimentícios à base de plantas impacta também a demanda por proteínas; além disso, causa um aumento na demanda por suplementos de proteínas à base de plantas.

A proteína vegetal é um macronutriente essencial que ajuda principalmente na construção e manutenção da massa muscular, como também apoia o sistema imunológico. Essa mudança no consumo de suplementos proteicos de fonte animal para produtos à base de plantas é atribuída principalmente à aspiração por variedade no consumo de alimentos e bebidas; ao aumento da população vegana e ao aumento da consciência ética, que se vincula ao estilo de vida mais amplo do consumidor em direção a uma vida mais limpa.

Esses fatores alimentam ainda mais a necessidade de incorporar novos produtos, como por exemplo, suplementos de proteína à base de espirulina, ervilha, arroz e cânhamo. Inerentemente, espera-se que essas opções baseadas em plantas se adaptem facilmente e talvez sejam mais familiares e menos ameaçadoras para os consumidores convencionais.

COVID-19 e tendências do mercado de suplementos de proteína plant based

A pandemia de COVID-19 levou a grandes interrupções em viagens, manufatura, serviços, saúde e cadeias de suprimentos que causaram estragos nos mercados financeiros globais. No setor de saúde e bem-estar, a crise do COVID-19 levou as pessoas a reavaliarem suas dietas ou hábitos alimentares, pois destacou a ligação entre alimentação e saúde.

Nesse sentido, é provável que o mercado de suplementos de proteína à base de plantas cresça consistentemente no mundo pós-COVID-19.

Principais tendências para o mercado de suplementos de proteína plant based

Com base no tipo, o mercado de suplementos de proteína à base de plantas é segmentado em proteína de soja; proteína de arroz; proteína de ervilha; proteína de espirulina; proteína de semente de abóbora; proteína de cânhamo; proteína de trigo e outras.

A tendência é que o segmento de proteína de soja seja responsável pela maior parte do mercado geral de suplementos de proteína à base de plantas em 2020. A posição de liderança deste segmento é atribuída principalmente à fácil disponibilidade de matéria-prima, custo-benefício em comparação com outras fontes de suplementos de proteína, valor nutricional superior do que outras fontes e maior nível de aceitação do consumidor.

No entanto, segundo relatório, o segmento de proteína de ervilha deverá crescer no CAGR mais rápido durante o período de previsão.

Com base na forma, o mercado de suplementos de proteína à base de plantas é segmentado em proteína em pó, pronta para beber, barras de proteína e outros. Estima-se que o segmento de proteína em pó seja responsável pela maior parte do mercado geral de suplementos de proteína à base de plantas em 2020; como também deve continuar seu domínio durante o período de análise.

A posição dominante deste segmento é atribuída a fatores como fácil manuseio desta forma durante o uso e transporte, custo-benefício, capacidade de evitar erros de formulação e maior estabilidade dos ingredientes da forma de pó.

Contudo, o segmento pronto para beber deverá crescer no CAGR mais rápido durante o período de previsão.

O que esperar para os próximos anos

O mercado de suplementos de proteína à base de plantas é classificado principalmente em nutrição esportiva e nutrição adicional com base na aplicação. A ampla disponibilidade de suplementos inovadores de nutrição esportiva, e sua crescente demanda por parte do crescente número de jovens e adultos engajados em atividades esportivas, e o imenso aumento em eventos esportivos nacionais e internacionais são os principais fatores que credenciam a maior parte do segmento de nutrição esportiva.

Com base no canal de distribuição, estima-se que o segmento de alimentos modernos detenha a maior parte do mercado geral de suplementos de proteína à base de plantas em 2020. A grande participação desse segmento é atribuída principalmente à enorme base de supermercados e hipermercados e ao aumento da preferência do consumidor por fazer compras nesses pontos de venda.

Geograficamente, estima-se que a América do Norte seja responsável pela maior parcela do mercado global de suplementos de proteína à base de plantas. A posição de destaque da América do Norte no mercado de suplementos de proteína à base de plantas é atribuída principalmente à alta demanda por suplementos nutricionais do consumidores com maior consciência de saúde, maior foco em estilo de vida saudável devido a estilos de vida agitados e ocupados, indústria de alimentos nutracêuticos e funcionais bem estabelecida; academias e clubes esportivos altamente estabelecidos e tendências crescentes de saúde e bem-estar e marcas limpas.

Porém, o mercado de suplementos de proteína à base de plantas da Ásia-Pacífico está se desenvolvendo e se expandindo em um ritmo significativo com o aumento do número da população que se dedica a atividades recreativas, aumentando o padrão de vida em países em desenvolvimento, como China e Índia,

Mercado de suplementos de proteína à base de plantas no Brasil

Segundo a pesquisa da Snapcart em parceria com o GFI, quase 30% dos brasileiros decidiram reduzir o consumo de produtos de origem animal devido aos impactos negativos à saúde associados a esses alimentos.

Para substituir o consumo de suplementos de proteína animal por opções mais limpas, são abertas novas possibilidades de consumo de produtos à base de vegetais e uma ampliação do mercado plant based como um todo. Produtos desse mercado usam somente matéria-prima vegetal, oferecendo sabor e sustentabilidade aos consumidores.

Dados da DuPont Nutrition e Biosciences trazem que cerca de 67% dos consumidores brasileiros tem interesse em consumir esses produtos. Pode-se inferir que esse mercado no Brasil está apenas começando. Marcas outrora consumidas apenas por veganos começas a entrar no cenário geral e serem consumidas também por flexitarianos.

Por fim, a crescente conscientização sobre os impactos da nossa alimentação em todo o planeta tem contribuído para a popularização dos suplementos de proteína à base de plantas entre os consumidores. Seguindo a tendência da América do Norte e Europa, espera-se que o crescente interesse por estes produtos impulsione o crescimento do mercado na região nos próximos anos.

Leia também:

Proteínas para veganos

Atletas veganos – as marcas de suplementos estão de olho neles



por Nadia Ferreira Gonçalves em 6 de novembro