O mercado global de produtos que substituem a carne de origem animal está expandindo: deverá atingir US$ 4,17 bilhões em 2028, crescendo a um CAGR de 11,99% durante o período de previsão (2021-2028), conforme um relatório da The Brainy Insights

A empresa definiu esses produtos como aqueles desenvolvidos para substituir diretamente a carne, imitando as propriedades sensoriais de sabor, textura e aparência, informando que alguns dos substitutos principais são o tofu, tempeh (alimento fermentado), seitan (chamado também de carne de glúten) e quorn (originário de uma empresa do Reino Unido), entre outros. 

Além disso, destacou que esses produtos são considerados mais saudáveis, sustentáveis e ecológicos em relação à carne animal e afirmou no comunicado: “Diversas matérias-primas são, cada vez mais, utilizadas na fabricação de produtos substitutos da carne que apresentam uma trajetória de crescimento exponencial no mercado”. 

Fatores que impulsionam esse setor

Conforme apontou o relatório, esse mercado é impulsionado por vários fatores. 

Um deles é a maior conscientização do consumidor sobre os efeitos negativos do consumo da carne. Dessa maneira, existem mais pessoas mudando sua alimentação para uma dieta vegana, o que causa um provável crescimento nos substitutos de carne no mundo todo. 

Ademais, outros fatores são a conscientização sobre a saúde — por exemplo, mais pessoas estão dando prioridade aos produtos por conta de ser uma proteína sem colesterol e com textura semelhante à carne — e questões éticas relacionadas ao meio ambiente. 

Mercado de produtos que substituem a carne: detalhes sobre tipo e região  

O produto que liderou o mercado global de substitutos de carne foi o tofu, com a maior participação de mercado no ano de 2020, essa situação é devido ao fato de ter sido aplicado significativamente na produção de hambúrgueres plant-based. 

Já o setor de proteínas de soja teve uma participação de aproximadamente 34,18% no mercado de substitutos de carne, ficando no valor de US$ 0,53 bilhões em 2020. 

Quanto ao tipo de proteína, o relatório dividiu das seguintes formas: concentrada, isolada e texturizada. Aqui a concentrada, com mais teor de proteína e baixo nível de caloria, crescerá ao CAGR mais alto com 13,4%. 

Pensando nos produtos sólidos e líquidos, o segmento sólido teve a maior participação, ficando em 71,28% com um valor de mercado de US$ 1,11 bilhão no ano de 2020. O motivo para isso é o maior uso de hambúrgueres, salsichas e nuggets em pedaços.

O relatório também fez uma análise regional, informado que a Europa liderou esse mercado no ano de 2020, tendo uma receita de US$ 0,58 bilhões com participação de 37,24%. 

A empresa explicou: “Esse aumento da demanda ocorreu porque os clientes também estavam propensos a comprar produtos isentos, como sem glúten, além de produtos sem carne”, ainda, o aumento do preço da carne de origem animal, a conscientização sobre a saúde e o meio ambiente, bem como o maior interesse do consumidor por fontes de proteínas alternativas auxiliam a impulsionar o setor na região. 

Entretanto, a Ásia-Pacífico deverá ter o crescimento mais rápido durante o período, por conta da maior conscientização da população sobre hábitos saudáveis, considerados mais seguros. Aqui os principais fatores que impulsionam o setor são: o fato de oferecer mais benefícios para a saúde, o bem-estar animal, a segurança ambiental e o custo mais acessível, bem como a maior variedade de produtos de carne plant-based. 

Principais players do setor 

A The Brainy Insights apontou alguns dos principais players desse mercado: 

  • Archer Daniels Midland Company
  • Cargill
  • CHS INC
  • DuPont
  • Ingredion
  • Kerry
  • MGP Ingredient
  • Puris
  • Roquette Frères
  • Suedzucker
  • The Emsland Group 

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*Imagem ilustrativa de capa: Pexels

Por Amanda Stucchi em 27 de abril