A indústria global de alimentos veganos deve atingir US$ 91,9 bilhões até 2027, de acordo com um novo relatório de pesquisa de mercado da Research and Markets. Isso significa que o mercado de alimentos plant-based deve crescer a uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 18,1% nos próximos quatro anos.

Os analistas dizem que o interesse do consumidor por comida vegana é impulsionado pelos benefícios para a saúde, apoio de médicos e cobertura da mídia.

Além disso, a análise aponta sredução do risco de doenças zoonóticas e a capacidade de alimentar mais pessoas com menos recursos. “É possível diminuir os efeitos do sistema alimentar no meio ambiente, reduzir o risco de doenças, resistência a antibióticos e suprir mais pessoas com menos recursos. Tudo isso, através da produzção de carne plant-based, fermentação ou carne cultivada”, diz o relatório.

O relatório observa que, ao adotar uma dieta vegana, os consumidores podem ajudar a minimizar a poluição do ar, da água e proteger os oceanos.

De acordo com o relatório: “As dietas veganas são o futuro da indústria de alimentos. À medida que a comunidade internacional trabalha para reduzir os riscos climáticos, os alimentos veganos representam uma grande oportunidade para ajudar os humanos a atingir emissões líquidas zero”.

Alimentos veganos em escala global

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A indústria vegana cresceu mais em 2021 e muitos sinais apontam para isso como o início de uma corrida por produtos veganos em escala global. As principais empresas que impulsionam o mercado incluem Beyond Meat, Daring Foods e Impossible Foods.

A crescente disponibilidade de produtos veganos nos principais supermercados, à medida que mais empresas convencionais entram nesse mercado, são fatores importantes que impulsionam o crescimento. A carne à base de ervilha tem uma participação considerável, por causa de seu preço razoável, versatilidade e perfil nutricional, bem como sua ampla disponibilidade. Nos Estados Unidos, o mercado de alimentos veganos está inovando rapidamente junto com o setor global.

De acordo com uma análise de mercado vegano de 2021 da Good Food Institute, os produtos plant-based são impulsionadores do crescimento das vendas em supermercados em todo o país.

Os dados da SPINS divulgados em 2022 mostram que as vendas de alimentos plant-based que substituem diretamente os produtos de origem animal cresceram 6% no ano anterior – e 54% em três anos – para US$ 7,4 bilhões. Além disso, os produtos plant-based ultrapassaram o total de alimentos em vendas e unidades nos últimos três anos.

O relatório também observa que as vendas em dólar de carne e frutos do mar cresceram 74% desde 2018, para US$ 1,4 bilhão. “À medida que cresce o apetite por diferentes tipos de carne plant-based, a categoria continua a se expandir e se diversificar”, diz o relatório. “O mercado de carne plant-based hoje é, de certa forma, uma reminiscência do mercado de leite vegetal quando estava em seus estágios iniciais”.

Embora o leite vegetal represente 16% de todas as vendas de leite, o estudo diz que a carne vegana tem potencial para ganhar uma participação semelhante.

Frutos do mar veganos veem inovação

E bora frutos do mar veganos tenham permanecido como uma pequena fração das vendas de carnes plant-based em 2021, o ano seguinte viu uma inovação maior. De acordo com o primeiro Relatório de frutos do mar veganos da GFI, US$ 175 milhões foram arrecadados globalmente por empresas em 2021, um aumento de 92% em relação a 2020.

A GFI sugere que frutos do mar alternativos são um espaço em branco no mercado e estão bem posicionados para capitalizar o momento da indústria. A comercialização generalizada de frutos do mar alternativos é uma abordagem promissora para aliviar a pressão sobre a pesca selvagem e os sistemas de aquicultura.

“Todos os anos, vemos avanços na indústria de proteínas alternativas que abrem as portas para uma mudança global para um sistema alimentar mais sustentável, seguro e justo”, observa o relatório. “Como 2019 e 2020 antes dele, 2021 foi o ano mais ativo para o crescimento na indústria de proteínas alternativas. Além disso, muitos sinais indicam que o mundo está à beira de uma corrida global pela inovação de proteínas alternativas”.

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Por Ana Cristina Gomes em 6 de janeiro