Daily Harvest, startup de refeições plant-based, levantou US$ 100 milhões em uma rodada de investimento da Série D no final do ano passado. Com o montante, a marca tem valuation de US$ 1,1 bilhão, se tornando uma empresa unicórnio. 

A rodada, realizada em novembro, foi liderada pelo fundo de hedge estadunidense Lone Pine Capital. 

Rachel Drori, fundadora e CEO, comentou na época em um comunicado

“Frutas e vegetais são uma parte essencial de uma vida mais longa em um planeta mais saudável. A plataforma Daily Harvest eliminou o atrito entre a intenção e a ação de comer mais desses alimentos todos os dias. Com este investimento, continuaremos a antecipar as necessidades da nossa crescente base de clientes, atendendo-os em novos lugares com novos produtos”. 

Conforme o Crunchbase — plataforma onde é possível encontrar informações comerciais sobre empresas privadas e públicas — o negócio já levantou US$ 120 milhões em 6 rodadas, contando com a participação de 24 investidores. Exemplos de apoiadores são Carmelo Anthony e Blake Griffin (jogadores de basquete profissional), Jared Goff (jogador de futebol americano), Serena Williams (tenista) e Gwyneth Paltrow (atriz).  

Além disso, segundo notícia da Forbes, a marca atingiu US$ 250 milhões em faturamento de receita no ano de 2020. Vale destacar que a empreendedora também apareceu na lista de mulheres mais ricas da América feita pelo veículo, tendo um patrimônio de US$ 350 milhões. 

A criação da Daily Harvest e suas refeições plant-based 

A empresa foi criada em 2016, sendo informado que há alguns anos Rachel Drori não tinha tempo de cozinhar, logo, optava pelos lanches. Dessa forma, resolveu criar a marca. 

O cardápio é congelado, visando preservar os nutrientes do alimento, bem como o sabor. Atualmente, seu portfólio é composto por: smoothies, refeições plant-based, pães achatados, alternativa de carne à base de plantas, sopas, tigelas (aveia, chia, entre outros), sorvete, snacks, café com leite e leite (versões amêndoa e amêndoa + baunilha). 

Os alimentos disponíveis são 100% plant-based e veganos, utilizando em sua grande maioria ingredientes orgânicos. 

Ademais, o empreendimento trabalha com agricultores para apoiar as práticas de agricultura orgânica, já que acredita que a agricultura regenerativa se inicia com a agricultura orgânica e biodiversidade. 

Um dos desafios enfrentados é o fato de apenas 1% das terras agrícolas estadunidenses serem classificadas como orgânicas, logo, o negócio informou: “Muitas vezes precisamos construir uma cadeia de suprimentos orgânica desde o início. Por exemplo, estamos adquirindo produtos de agricultores em transição para orgânicos — um processo caro e arriscado que leva três anos — para aumentar nossos itens do menu, dando a eles alguma certeza de mercado à medida que fazem a transição”. 

Apesar dos produtores estarem utilizando práticas orgânicas, ainda precisam aguardar três anos completos para serem certificados como orgânicos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 

A empresa comercializa os produtos por assinatura, baseando os planos pelo número de itens (9,14 ou 24) ou pela frequência que o cliente deseja que seja entrega (semanal ou mensal). 

Pensando na sustentabilidade, as embalagens da empresa são recicláveis. Uma curiosidade é que o negócio possui uma página de reciclagem, onde mostra para o cliente como cada elemento da embalagem poderá ser reciclado. 

Além da opção de compra on-line, a empresa também tem a The Tasting Room — loja presencial em Chicago — onde os consumidores podem provar os produtos e realizar a retirada ou levá-los para casa. 

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*Imagem de capa: Reprodução Daily Harvest / via Facebook @dailyharvestblends



por Amanda Stucchi em 20 de junho