O Vegepolys Valley da França é o quarto maior cluster competitivo do país em termos de membros, com 679 atores do setor vegetal — da genética aos produtos — inovando para uma agricultura mais competitiva, qualitativa, ambiental e amigável à saúde.

Flavie Delattre, a nova presidente do Vegepolys Valley, disse à La Tribune em uma entrevista que apenas em 2023, o número de membros teve um aumento substancial com a adição de 130 novos players (atingindo 645), indicando um compromisso genuíno com o avanço da inovação plant-based, mesmo em circunstâncias desafiadoras.

As operações do cluster são implementadas em quatro regiões históricas francesas — Pays de la Loire, Auvergne Rhône Alpes, Bretagne e Centre Val de Loire.

Os perfis dos membros são diversos, abrangendo uma variedade de empresas relacionadas a plantas, incluindo VSEs/PMEs, startups, grandes corporações, institutos de pesquisa e organizações de treinamento. Notavelmente, 79% dessas entidades são empresas, das quais 80% são PMEs. Este ano, o cluster recebeu 34 novos membros, incluindo Barrault Horticulture e Label Verte.

Plantas no setor econômico

Desde sua criação em 2019, resultando da fusão do Vegepolys e do Céréales Vallée, o cluster rotulou ou apoiou mais de 1.000 projetos em nove áreas tecnológicas, incluindo saúde vegetal, plantas urbanas e alimentos humanos e animais, com um investimento total de €2.2 bilhões. Até o momento, 511 desses projetos garantiram investimento, totalizando €926 milhões. Além disso, a organização realiza diversas atividades, como webinars e reuniões de consumidores, ao longo do ano.

O cluster conta com suas redes e expertise em projetos europeus para apoiar seus membros em todo o mundo. Em 2023, o cluster se associou em 11 projetos e apoiou outros 26, um aumento significativo em relação a 8 e 4 projetos, respectivamente, em 2022. Essas iniciativas receberam €9.6 milhões em investimento europeu. Enquanto isso, outros projetos estão em andamento no Japão e na África.

Desafios para o setor

Segundo Delattre, a colaboração entre pesquisadores, engenheiros e agricultores é crucial para o progresso e para superar desafios que vão desde a segurança alimentar e agroecologia até a competitividade de mercado e sustentabilidade. Além disso, eventos relacionados ao clima, como secas e inundações, que prejudicam as colheitas e infraestrutura, precisam de soluções rápidas e planejamento de longo prazo.

Na entrevista, ela também enfatizou a urgente necessidade de inovações técnicas e tecnológicas e destacou o impacto de questões geopolíticas como a guerra na Ucrânia e Gaza no comércio. A inflação também afeta o setor, enquanto os cidadãos demandam ações ambientais sólidas.

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