A foodtech israelense Imagindairy tem foco nas alternativas lácteas, recentemente fechou uma rodada seed de US$ 13 milhões para a sua tecnologia de fermentação de precisão. 

A rodada foi liderada pela empresa de venture capital MoreVC, além de contar com as participações de Strauss Group, Entrée Capital, S2G Ventures, New Climate Ventures, Collaborative Fund, Green Circle Foodtech Ventures, Emerald Technology Ventures e Pierre Besnainou. 

Anteriormente, a empresa também recebeu investimentos pre-seed do Strauss Group, FoodSparks by PeakBridge, CPT Capital e Entrée Capital. 

Eyal Afergan, co-fundador e CEO da Imagindairy, falou em um comunicado: “O mercado está ansioso para desenvolver novos análogos lácteos com base em nossas proteínas livres de animais. Assim que chegarmos à comercialização, mais consumidores poderão desfrutar de comer produtos lácteos livres de animais”. 

Ele destacou: “É difícil para as pessoas fazerem grandes mudanças, especialmente quando se trata dos alimentos que eles apreciam, mas quando há uma alternativa com o mesmo sabor, experiência e mais alinhada aos seus valores, fica fácil”. 

Glen Schwaber, sócio da MoreVC, também declarou: “A tecnologia inovadora da Imagindairy permite que as empresas de laticínios desenvolvam novos produtos ou reformulem os existentes, sem envolver animais e com uma redução dramática na pegada de carbono. Eles têm a tecnologia para produzir os produtos lácteos do futuro que os consumidores desejam hoje. Estamos incrivelmente impressionados com a equipe de especialistas e seus fortes recursos de P&D e aumento de escala — estamos orgulhosos de liderar esta rodada de investimentos”. 

Mais sobre a tecnologia de alternativas lácteas 

Você pode estar querendo saber como são feitas as proteínas para as alternativas lácteas, por isso, vamos falar um pouco sobre o processo. 

A Imagindairy tem uma tecnologia criada com base em 15 anos de pesquisa, liderada pelo co-fundador e diretor de segurança Tamir Tuller, professor da Universidade de Tel Aviv com título de PhD. 

Eles integraram a tecnologia de inteligência artificial com a biologia do sistema para desbloquear o potencial da agricultura celular.

A empresa usa uma tecnologia de fermentação de precisão, na prática, isso significa que a marca alimenta os microorganismos em vez das vacas — sendo esses até 20 vezes mais eficientes do que os animais na conversão de ração em alimento — isso permite mais sustentabilidade, preserva o ecossistema natural e promove o bem-estar animal. 

Assim, existe a eliminação dos gases de efeito estufa produzidos pelas vacas-leiteiras. 

Eyal Shimoni, CTO da empresa investidora Strauss Group, acrescentou no comunicado: 

“Esta é uma tecnologia inovadora que pode ajudar a resolver a fome mundial em nossa crescente população, é uma solução verde e livre de animais. Nós do grupo Strauss, uma das principais empresas de laticínios em Israel, identificamos o potencial desta startup em early stage e temos confiança nos gerentes para auxiliarem a liderar a revolução das proteínas alternativas em direção a um futuro melhor e mais sustentável”.

A empresa funciona de uma forma parecida com a Perfect Day, marca de laticínios que desenvolve proteínas de leite que podem ser aplicadas em qualquer tipo de laticínio, vale dizer que não é recomenda para os alérgicos ou quem tem intolerância a lactose. 

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*Imagem: Divulgação Imagindairy / via Green Queen



por Amanda Stucchi em 18 de novembro