Certamente, no que diz respeito ao capital de risco, a proteína alternativa é facilmente a tendência alimentar mais quente do mundo no momento. A Meati Foods, uma startup do Colorado, A Meati Foods acaba de entrar no cenário com novos produtos e garante US$ 28 milhões para carnes alternativas em cortes inteiros.

A rodada de investimento da Meati foi apoiada pela Acre Venture Partners e veio somar aos mais de US$ 1,5 bilhão investidos em empresas de proteínas alternativas, só no ano de 2020. Os investidores Prelude Ventures, Congruent Ventures e Tao Capital também participaram.

Meati Foods

A startup Meati Foods nasceu com a missão de fornecer alimentos nutritivos, sustentáveis ​​e acessíveis, ricos em proteínas com e sem extrusão de soja ou trigo. Uma vez que estes últimos, constituem a maioria dos outros produtos de carne alternativa no mercado.

A intenção dos fundadores é criar produtos novos e supernutritivos que diversifiquem nosso sistema alimentar e tirem a pressão da agricultura industrial.

A Meati Foods está desenvolvendo uma linha de alternativas de carne feita de micélio; as estruturas de raiz ricas em proteínas de várias categorias de fungos. Seus produtos são projetados como substitutos para ‘cortes inteiros’, como peitos de frango e bifes, para complementar a ampla gama de hambúrgueres, nuggets e almôndegas sem carne já disponíveis para os consumidores.

O ingrediente principal do Meati é um tipo especial de micélio encontrado na natureza. O cultivo de micélio é realizado de modo controlado; isso significa que ele é puro e não é exposto a elementos externos como poluentes, pesticidas, antibióticos ou hormônios de crescimento.

O micélio é rico em proteínas e outros minerais essenciais, vitaminas e fibras. Seu crescimento também é rápido e demanda poucos recursos. Com os US$ 28 milhões para carnes alternativas em cortes inteiros, a Meati Foods afirma que suas instalações podem fazer micélio “pronto para uso em placas” com apenas 18 horas de crescimento.

Recentemente, a Atlast Food Co. lançou o bacon vegano feito a partir de cogumelos. Outro player exclusivo do mundo do micélio, Mushlabs, da Alemanha, recentemente levantou US$ 10 milhões para transformar raízes de cogumelos em substitutos sustentáveis ​​de carne.

Menos processamento, menos investimento

O micélio não é novo no sistema alimentar; é processado na produção de queijo e outros alimentos vegetais ricos em proteínas, como o tempeh. Desse modo, como o micélio é usado em processos de fabricação de alimentos já estabelecidos, a Meati Foods não teve que investir em instalações caras de engenharia ou no desenvolvimento de novos equipamentos.

Logo, a startup empresta processos de fabricação de queijos e panificação, e não precisou investir em instalações inovadoras. Assim, a instalação ‘fazenda’ se parece muito com uma microcervejaria, mixada com um ambiente de processamento de queijo.

Felizmente, isso torna a startup menos intensiva em capital do que outras empresas de proteína alternativa.

Para produzir seus bifes alternativos, a Meati Foods permite que o micélio cresça por 18 horas, em ambiente controlado. Depois de colhido, o produto é delicadamente moldado em diferentes formas e, em seguida, marinado para dar gosto. O segredo comercial da startup está na forma como o produto é moldado e formado.

Apelo às massas

Enquanto ainda está na fase de desenvolvimento do produto e planeja usar pelo menos os próximos seis meses para refinar seu processo e oferta de produtos, a startup conta com o feedback de vários chefs profissionais.

Quando os produtos finalmente chegarem ao mercado, os fundadores esperam alcançar o apelo do consumidor em massa. Isso quer dizer que precisa impactar além daqueles que podem pagar por alimentos mais caros. Uma das maneiras pelas quais a empresa está trabalhando para fazer isso é comparando o preço com carnes de origem animal.

De fato, o mais importante para Meati Foods é que a demanda global por proteína deverá dobrar até 2050; com a maior parte desse crescimento vindo de países de baixa renda.

Nesse contexto, os fundadores acreditam que podem chegar a uma paridade de preços com produtos de origem animal; devido à eficiência do micélio e da maneira como ele cresce em comparação com substitutos de carne de origem vegetal feitos de alternativas como soja ou proteína de ervilha.

Por fim, para a Meati, trata-se de uma transição para um sistema alimentar mais regenerativo; isso vai além do trabalho com safras de commodities. Assim, esse modelo impactante, com o compromisso de fazer alimentos com proteínas completas e acessíveis, foi o que atraiu investidores como o Acre Venture Partners.

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por Nadia Ferreira Gonçalves em 4 de novembro