Pesquisadores da Universidade de Oxford, ao analisarem os hábitos alimentares de 55.000 pessoas, constataram que adotar uma alimentação vegana apresenta um impacto ambiental significativamente menor em termos de uso da terra, risco de consumo de água, consumo de água e perda de biodiversidade.

De acordo com a ONU, a agricultura é uma das principais causas do desmatamento e da perda de biodiversidade. Além disso, cerca de três quartos das terras sem gelo estão sendo utilizadas por atividades humanas.

Alimentação vegana

Vale ressaltar que o sistema alimentar é responsável por aproximadamente 70% do consumo mundial de água doce e por 78% do consumo de água doce, além de ser o segundo maior produtor de gases de efeito estufa, logo após o setor energético.

De acordo com um estudo de 2015, as emissões de gases de efeito estufa representaram aproximadamente um terço das emissões totais daquele ano.

A equipe da Universidade de Oxford destaca que outra pesquisa mostrou que a alimentação vegana têm a vantagem de produzir menos gases de efeito estufa, utilizar menos água e serem mais saudáveis para o corpo. Contudo, eles ressaltaram que essa pesquisa pode não ter levado em consideração o impacto da produção desses alimentos, incluindo os processos e locais de cultivo. Portanto, é importante analisar também como e onde esses alimentos são produzidos para obter uma visão completa do seu impacto ambiental e sustentabilidade.

Sobre a pesquisa

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O professor Peter Scarborough, principal autor do estudo publicado na Nature Food, conduziu uma pesquisa com 55.000 pessoas no Reino Unido, solicitando que preenchessem um nutricionista, e em seguida, classificou-as em grupos, tais como veganos, vegetarianos, pescadores e consumidores de carne em níveis altos e baixos.

A equipe, em seguida, integra essas informações com bancos de dados que estimam o impacto ambiental dos alimentos, para incluir esses dados na análise final.

O professor Scarborough enfatizou: “Os dados sobre alimentos à base de plantas com alto impacto ou carnes com baixo impacto podem obscurecer a relação evidente entre alimentos de origem animal e meio ambiente.”

“Com dados de mais de 38.000 fazendas, mostram que as dietas ricas em carne têm o maior impacto nas mudanças climáticas e perda de biodiversidade. Reduzir a quantidade de carne e laticínios em sua dieta pode fazer uma grande diferença em sua pegada alimentar.”, afirma o professor.

Comparação

Comparando com dietas ricas em carne, os veganos apresentam um quarto do impacto ambiental em termos de emissões de gases de efeito estufa e uso da terra. Além disso, eles representam apenas 27% do impacto relacionado ao combustível da água, 46% do uso de água e 34% da perda de biodiversidade. Esses resultados indicam que adotar uma dieta vegana pode ter um efeito significativamente positivo na redução dos impactos ambientais associados à produção de alimentos.

De acordo com Nick Palmer, chefe da Compassion in World Farming no Reino Unido: “Cerca de 18% dos gases de efeito estufa vêm da produção de alimentos de origem animal. As emissões de animais de criação são maiores do que as emitidas por aviões, carros e trens juntos. Porém, enquanto experimentamos temperaturas recordes em todo o mundo, os políticos parecem relutantes em reconhecer a necessidade vital e premente de reduzir significativamente nosso consumo de carne e laticínios nas nações mais ricas para cumprir as metas climáticas”.

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Imagem ilustrativa de capa: Pexels

Por Ana Cristina Gomes em 21 de julho