Durante um evento recente focado na nova era da biotecnologia e microbiômica, os executivos da Unilever exploraram como a inteligência artificial (IA) e a biologia de big data estão revolucionando a indústria de bens de consumo. Eles discutiram como essas tecnologias estão ajudando no desenvolvimento de proteínas alternativas de forma rápida e com uma pegada de carbono reduzida.

Food Ingredients First, uma publicação especializada, esteve presente no evento e deu informações sobre a ciência por trás dos produtos inovadores da Unilever, que são projetados utilizando técnicas de aprendizado de máquina.

De acordo com Carla Hillhorst, diretora de nutrição de P&D da Unilever: “Se você pegar produtos alimentícios que existem há centenas de anos, como iogurte, chucrute, cerveja, vinho e pão, esses produtos fermentados são feitos usando biotecnologia. E a tecnologia da biotecnologia é, se você simplificar, um processo onde você pega ingredientes, como açúcar ou proteínas, você seleciona um microrganismo e depois transforma isso em outro produto.”

Proteínas alternativas

O mercado de alternativas de carne à base de plantas está passando por um crescimento significativo, e embora esse não seja um espaço novo para a inovação da Unilever, é extremamente importante.

A Unilever está atualmente estudando a fermentação de precisão em colaboração com a Enough, com o objetivo de desenvolver produtos à base de plantas utilizando a micoproteína.

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“Se você olhar para o mundo da alimentação e da agricultura, a pecuária é um grande contribuinte para as emissões globais de gases de efeito estufa. Portanto, especialmente no mundo desenvolvido, é importante mudar para uma dieta baseada em vegetais. Suponha que queremos mudar para um mundo que seja sustentável do ponto de vista da produção, mas também sustentável do ponto de vista do consumo. Nesse caso, precisamos remover as proteínas de origem animal de nossas dietas. Não podemos ignorar a enorme necessidade de alternativas adequadas com bom sabor e nutricionalmente semelhantes”, comenta Carla.

“Explorar todo esse espaço de proteínas alternativas nos dá muitas oportunidades”, continua Hillhorst. E, ao utilizar IA e big data, essas combinações e biotecnologias podem ajudar a acelerar o processo e o progresso no espaço baseado em plantas.

Inteligência artificial

Para obter uma textura específica utilizando Inteligência artificial, é possivel criar um perfil sensorial do que está procurando. Em seguida, utilizar suas técnicas de modelagem para avaliar em um período de tempo relativamente curto.

Além disso, a Unilever está utilizando inteligência artificial (IA) e dados digitais para aprimorar sua análise de portfólio. Essa abordagem permite que a empresa tenha acesso a dados relevantes para otimizar continuamente a estrutura de custos de seus produtos. Além disso, a capacidade de análise de dados permite que a Unilever tome decisões rápidas e eficientes.

De acordo com empresa: “Esse nível de capacidade digital está se tornando mais importante para o nosso negócio. Também tem sido muito fortalecedor e economizador de tempo. Nossos especialistas em um campo específico podem focar sua atenção em criatividade, inovações e valores. Com esses modelos implantados, podemos criar conceitos que beneficiam tanto as pessoas quanto o planeta.”

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Imagem ilustrativa de capa: Divulgação Unilever

Por Ana Cristina Gomes em 19 de julho