Venha conhecer 8 países que encontraram na alimentação plant-based uma forma de ajudar o planeta!

Existem hábitos que podemos aderir ao nosso dia a dia, que ajudam a reduzir o impacto das nossas ações no meio ambiente.

Um relatório da Universidade de Oxford, concluiu que a adoção de uma alimentação plant-based é a melhor maneira de um indivíduo reduzir a pegada de carbono e suavizar as mudanças climáticas.

Contudo, para que a mudança seja realmente significativa, é necessário uma solução mais ampla, como uma ação governamental.

Muitos governos ao redor do mundo já estão adotando medidas para incentivar o consumo de alimentos à base de plantas e apoiar o desenvolvimento de proteínas alternativas.

1# Alemanha

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O ministro federal da alimentação e agricultura da Alemanha, Cem Özdemir, propôs uma nova Estratégia Nacional de Nutrição em 2022.

O documento “Rumo à Estratégia de Nutrição do Governo Federal” apresenta uma série de medidas para incentivar a população a adotar alimentação plant-based, incluindo o aumento do consumo de frutas, vegetais e legumes, assim como a redução do consumo de carne.

Dados do Statista, mostram que os alemães ainda consomem uma quantidade significativa de carne, porém essa quantia tem sido reduzida nos últimos anos.

De acordo com o documento: “A transformação de todo o sistema alimentar em uma dieta baseada em vegetais é o parafuso de ajuste mais importante no setor de nutrição para atingir nossas metas nacionais e internacionais de clima, biodiversidade e sustentabilidade”.

2# Estados Unidos

Nos Estados Unidos vários estados e grandes cidades estão adotando uma alimentação saudável e sustentável.

Em Nova Iorque, por exemplo, escolas públicas começaram a oferecer apenas refeições veganas às sextas-feiras. Esta iniciativa tem como objetivo incentivar uma alimentação mais saudável e consciente entre as crianças.

Além disso, em março de 2022, a cidade de Nova York, juntamente com outros 40 estados e cidades, declarou o dia 20 de março como o “Dia da Carne Fora”. A iniciativa foi criada pelo Farm Animal Rights Movement, com o objetivo de educar mais pessoas sobre os benefícios da alimentação plant-based para a saúde, para o meio ambiente e o bem-estar animal.

3# Canadá

A Protein Industries Canada, recebeu financiamento do governo e investiu mais de US$ 477 milhões no setor de alimentos à base de plantas.

O CEO da Protein Industries Canada, Bill Greuel, destacou que esses investimentos estão gerando resultados concretos, com o surgimento de novos produtos plant-based chegando às prateleiras dos supermercados e cardápios de restaurantes no Canadá.

4# Dinamarca

Anteriormente, em 2021 o governo dinamarquês anunciou que dedicaria mais de 1,25 bilhão de coroas (cerca de US$ 183 milhões) para o crescimento do setor de alimentos à base de plantas, como parte de um “acordo climático sem precedentes para alimentos e agricultura”.

A Dinamarca se estabeleceu como o maior investidor público da Europa em inovação baseada em plantas. Em 2022, o país deu continuidade a esse acordo investindo mais de US$ 100 milhões em seu “Fundo de Plantas”.

5# Taiwan

Em janeiro de 2023, Taiwan aprovou um projeto de lei climática que incluía referências explicitamente ao incentivo de uma alimentação à base de plantas.

Denominado Lei de Resposta às Mudanças Climáticas, o projeto também estabelece metas líquidas zero para o país até 2050. Além disso, a medida foi amplamente aclamada pela Environment & Animal Society of Taiwan (EAST), que realiza campanhas pela atualização das leis taiwanesas no que diz respeito ao impacto da alimentação no meio ambiente.

6# Índia

Em 2021, foi lançada o Tratado Plant-Based, uma iniciativa global que visa “colocar os sistemas alimentares no centro do combate à crise climática”. O tratado, inspirado no Acordo de Paris, tem apoio de milhares de pessoas e endossado por cerca de 20 cidades em todo o mundo.

De acordo com o conselho da cidade indiana de Gopalpur: “Acreditamos que mudar para uma dieta baseada em vegetais pode resolver a crise climática”.

7# Países baixos

Anteriormente, em 2019, a capital da Holanda, Amsterdã, anunciou que não serviria mais carne em eventos realizados pelo governo, a partir de 2020.

Os menus passaram a ter padrão de alimentos vegetarianos. De acordo com Rutger Groot Wassink, chefe de gerenciamento operacional: “Estamos virando as normas de cabeça para baixo. A questão não é mais: ‘Você é vegetariano?’ mas ‘Você come carne ou peixe?’”

Além disso, em 2022, o governo da Holanda alocou cerca de € 60 milhões para a indústria de carne cultivada.

8# Finlândia

Em 2020, o governo finlandês alocou US$ 2,4 milhões no mercado de carne à base de plantas. O Centro de Pesquisa Técnica VTT, de propriedade estatal, desenvolveu uma tecnologia inovadora para aprimorar ainda mais os produtos similares a imitam a carne. A tecnologia combina técnicas de agricultura celular e ingredientes de origem vegetal para produzir um produto final com sabor e textura da carne animal.

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Imagem ilustrativa de capa: Pexels

Por Ana Cristina Gomes em 5 de abril