Kamala Harris, a nova vice-presidente dos EUA, fala sobre o impacto do consumo de carne para o meio ambiente e seu plano climático. Em um pronunciamento realizado no ano passado e publicado na Newsweek, ela comentou que os americanos precisam ser educados sobre o impacto que a produção de carne tem no planeta.

Ainda, disse que, embora ocasionalmente goste de comer um cheeseburger, o governo dos EUA precisa criar incentivos para que os americanos tomem decisões mais ecológicas com suas opções alimentares.

Em seguida, prosseguiu a falar sobre o papel do governo em termos de criar incentivos para que a população coma de forma saudável, encorajando a moderação e aprimorando a educação sobre o efeito dos hábitos alimentares em nosso meio ambiente.

Ela acrescentou que apoiaria a mudança das diretrizes dietéticas dos EUA para reduzir a ingestão recomendada de carne vermelha, especificamente.

Tudo isso porque a produção de carne tem um impacto negativo no meio ambiente. Basta relembrar dos contínuos incêndios na Amazônia ocasionados em processos de desmatamento das terras para a produção de carne. Ainda, da perda massiva de vidas e casas nos incêndios na Califórnia em queimadas totalmente fora de controle.

A pecuária emite altos níveis de gases de efeito estufa. No ano passado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente apontou o combate ao consumo de carne como o problema mais urgente do mundo.

A nova vice-presidente dos EUA e a causa animal

Segundo a Humane Society Legislative Fund, a nova vice-presidente dos EUA também tem um excelente histórico de apoio à proteção animal, o que indica um bom presságio para os esforços americanos de garantir uma plataforma sólida de bem-estar animal em todos os níveis.

Simultaneamente, ela alcançou uma pontuação de “100” em todos os anos no Humane Scorecard desde que foi eleita para o Senado dos EUA. Além disso, como procuradora-geral da Califórnia, ela se posicionou em muitas questões de bem-estar animal de grande importância.

No congresso atual, Harris é copatrocinadora de uma legislação para reprimir os abusos de soring de cavalos – uma prática dolorosa usada para acentuar a marcha de um cavalo para que ganhem grandes prêmios; proibir o comércio de barbatanas de tubarão; reduzir o tráfico de animais selvagens e combater o doping generalizado de cavalos de corrida. Ela também apoiou a Lei PACT para criar uma pena para o crime crueldade maliciosa contra animais, que foi transformada em lei pelo presidente Trump.

O impacto do consumo de carne em pauta

Assim, Kamala Harris não está sozinha fala sobre o impacto do consumo de carne. Em agosto de 2019, uma reportagem publicada na revista Time faz as seguintes afirmações sobre o consumo de carne:

“Os cientistas dizem que uma mudança do consumo de carne para dietas baseadas em vegetais pode render grandes dividendos na luta contra as mudanças climáticas. A redução do consumo de carne significa menos emissões do gado e do fertilizante necessário para sustentá-los, mas também oferece uma oportunidade de reflorestar terras que os agricultores usariam de outra forma para pastagem. Repensar a dieta humana em todo o mundo pode levar a reduções de emissões de até 8 giga toneladas por ano, de acordo com o relatório, mais do que um ano inteiro de emissões nos EUA.” – Livre tradução.

Finalmente, o impacto do consumo de carne sobre o meio ambiente parece que entrará de vez na pauta americana. Tudo indica que a partir de 2021 teremos boas novas vindas da Terra do Tio Sam.

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por Nadia Ferreira Gonçalves em 10 de novembro