A Remilk é uma startup de produtos lácteos alternativos que levantou US$ 120 milhões em uma rodada da Série B. 

O investimento nessa empresa israelense foi liderado pela Hanaco Ventures, com participações do Precision Capital, CPT Capital, Itercap, OurCrowd, Rage Capital, Aliya Capital, Chartered Group, Tal Ventures, Indorama Ventures, Fresh Fund, Izaki Ventures, Paradigm Shift Fund, além de Idan e Gil Ofer (bilionário israelense e seu filho, respectivamente).

A marca utiliza o processo de fermentação para desenvolver proteínas lácteas sem o uso de animais. Para isso, copiam o gene responsável pela produção da proteína do leite de vaca e colocam na levedura, após isso, a substância é colocada em fermentadores e se multiplica produzindo a proteína do leite, idêntica à de origem animal. 

Aviv Wolff, CEO e cofundador da Remilk, falou em um comunicado

“É essencial para o futuro do nosso planeta que libertemos a cadeia alimentar da dependência dos animais. Fazemos isso criando laticínios de verdade que têm o mesmo gosto e sensação, sem a vaca. 

Nossa missão é ousada, e o apoio desses investidores experientes e confiáveis ​​demonstra o poder da Remilk para atender o mercado. Este investimento nos impulsiona em nossa jornada para transformar a categoria de laticínios em uma que forneça produtos deliciosos e nutritivos sem prejudicar as pessoas, o  planeta ou os animais. Já estamos nos envolvendo com dezenas de empresas, incluindo algumas das marcas mais populares do mundo, para recriar juntos o futuro dos laticínios”. 

Pasha Romanovski, sócio fundador da Hanaco Ventures, acrescentou: “[…] Temos uma forte convicção na visão dos fundadores e estamos entusiasmados em apoiar a talentosa equipe em sua jornada”. 

Laboratório da Remilk

Imagem: Divulgação Remilk 

Mercado de produtos lácteos alternativos 

A intolerância à lactose é um dos impulsionadores do mercado de produtos lácteos alternativos. 

O Allied Market Research,  empresa de pesquisa de mercado, apontou que está previsto que o mercado global de laticínios alternativos atinja US$ 35,80 milhões até 2026, crescendo a um CAGR de 13,6% entre 2019 e 2026.

Os motivos para o crescimento são os seguintes: 

  • O número de pessoas intolerantes ou alérgicas aos laticínios está crescendo. 
  • Conscientização sobre a saúde. 
  • Aumento da renda da população. 
  • As empresas estão adicionando ingredientes mais saudáveis em seus produtos. 
  • Maior demanda por alternativas lácteas pela população vegana. 

Foi dito no relatório: “Com base na previsão do mercado de alternativas lácteas, o segmente de bebidas foi o mais proeminente, respondendo pela participação máxima no mercado global”. 

Sobre a Remilk 

A startup de produtos lácteos alternativos foi criada pelo Aviv Wolff e o Ori Cohavi. O primeiro é um empresário com experiência em diversas startups, já o segundo tem PhD em bioquímica e trabalhou no setor de pesquisa e desenvolvimento em várias empresas de biotecnologia. 

“Os laticínios de hoje vêm com um preço irracional. A indústria de laticínios tradicional é destrutiva para nosso planeta e animais, e requer muitos dos preciosos recursos da Terra — simplesmente não é mais sustentável”, contou a empresa. 

O produto da Remilk emite 97% menos gases de efeito estufa e 10% menos água em comparação com a produção de leite tradicional, demonstrando maior sustentabilidade do que os laticínios de origem animal. 

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*Imagem de capa: Divulgação Remilk / via PR Newswire



por Amanda Stucchi em 7 de janeiro