Você sabia que o Bill Gates investiu em uma marca que cria leite materno cultivado? 

O nome da empresa é Biomilq, fundada por mulheres, a última rodada da Série A foi co-liderada pela Breakthrough Energy Ventures (fundada por esse famoso da área tecnológica) e a Novo Holdings. 

Outros participantes foram a Blue Horizon, Spero Ventures, Digitalis Ventures, Alexandria e Gaingels. 

O valor total da rodada foi de US$ 21 milhões 

Esse montante irá para lançar seu principal produto: o leite cultivado com células. A marca relatou que já conseguiu criar um leite materno fora do corpo da mãe. 

Zakiyah Williams, consultora técnica da Biomilq, destacou em uma comunicação: “É incrível que em breve haverá um produto para apoiar as famílias e fornecer uma alternativa à fórmula. Não é um substituto para o leite, mas tem implicações para outras famílias nas quais o leite não é uma opção. De famílias adotivas, bebês com alergias e pais parturientes com contra-indicações para fornecer seu próprio leite, esta é uma opção para mudar o jogo!”. 

Isso mostra o potencial do produto para ajudar as mães que necessitam desse auxílio. 

A marca ainda afirma que não tem a intenção de substituir a amamentação — já que não é bioidêntico ao leite materno — pois, ao amamentar existe o contato pele a pele, mudanças hormonais e os sinais do bebê. Portanto, não creem ser possível substituir essa experiência. 

Imagem das fundadoras Leila Strickland e Michelle Egger: Divulgação Biomilq

Conheça mais o leite da Biomilq 

Você pode estar se perguntando: qual é a diferença entre a fórmula e o leite da Biomilq? 

Com as proteínas do leite humano, o produto da Biomilq possui lipídios bioativos e oligossacarídeos do leite humano (HMOs), isso auxilia a desenvolver melhor o sistema imunológico do bebê. 

Também tem ácidos graxos poliinsaturados (PUFAs), conhecidos por terem propriedades antiinflamatórias para promover e sustentar o desenvolvimento saudável das crianças. 

Outra possível vantagem é o ambiente esterilizado e controlado onde o produto é feito, estando livre das toxinas ambientais, alérgenos alimentares e dos medicamentos prescritos que podem ser detectados no leite materno. 

Se oferece vários benefícios… como o produto é criado? 

Vamos te explicar! A ciência da Biomilq funciona assim: 

  • Células epiteliais mamárias são colocadas em frasco com meios de cultura de células
  • Essas absorvem os nutrientes e se proliferam
  • Quando tem células suficientes, são colocadas no biorreator que recria condições semelhantes à da mama da mulher
  • O meio de cultura de células começa a bombear através do biorreator visando nutrir essas células
  • Depois disso, as células se organizam em uma camada ao redor da estrutura 3D do biorreator
  • Os meios de cultura informam essas células que é necessário produzir leite
  • Ao absorver mais nutrientes, a célula coloca o nutriente para um lado e o leite para o outro
  • O produto é coletado e testado para garantir sua segurança 
  • O próximo passo seria a comercialização do Biomilq 

Gostou de conhecer? A Dr. Jennifer Smilowitz falou na comunicação sobre o produto: “A BIOMILQ demonstrou que pode criar um produto que contém um conjunto abrangente de proteínas do leite humano que não apenas funcionam para nutrir, mas também proteger os bebês”, mostrando as maravilhas da ciência. 

Imagem ilustrativa: Pexels

Saiba mais sobre a marca que cria leite materno cultivado 

Agora que você conhece mais sobre essa rodada de investimento e sabe como o leite é produzido, é hora de conhecer mais sobre a Biomilq. 

A empresa foi fundada por Michelle Egger (CEO) e Leila Strickland (CSO). 

Em uma mensagem, Leila compartilhou que teve uma experiência difícil com a amamentação do seu bebê, ela disse: “Ainda acredito que a nutrição do leite humano é o alimento ideal para o bebê humano, e ainda estou farta da vergonha a que as mulheres são submetidas quando não podem ou optam por não amamentar”. 

Foi a partir desses desafios, que a ideia de criar a empresa surgiu. 

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*Imagem de capa: MSC / Kuhlmann (CC BY 3.0 DE) / via Security Conference (cortado)

Por Amanda Stucchi em 21 de outubro