Você sabe o que é economia azul?

De acordo com o Banco Mundial, a economia azul é o termo utilizado para descrever o uso sustentável dos recursos oceânicos para o crescimento econômico, bem como a melhoria dos meios de subsistência, buscando preservar a saúde do ecossistema oceânico.

A definição de uma economia azul, segundo a Comissão Europeia, abrange todas as atividades relacionadas aos oceanos, mares e costas, englobando uma ampla variedade de setores interconectados, tanto quanto emergentes.

Essa definição se baseia em três fatores principais: o impacto das atividades físicas nos oceanos e nas economias, a sustentabilidade ambiental e ecológica dos ecossistemas marinhos, e a capacidade de sustentar o desenvolvimento econômico dos países, tanto ocorrido quanto em desenvolvimento.

De acordo com Keith Lawrence, economista-chefe do Centro de Oceanos da Conservation International: “Quando dizemos ‘economia azul’, estamos falando de administrar o oceano de uma forma que seja saudável e continue a beneficiar as pessoas. Costumávamos pensar no oceano como um recurso infinito que nunca poderíamos explorar totalmente e que não precisávamos gerenciar.”

As nações estão buscando novas formas de proteger os oceanos, ao mesmo tempo em que promovem o bem-estar das comunidades que dependem deles. Essa mudança é motivada, em grande parte, pelo importante papel que os oceanos exercem no transporte marítimo, na absorção de carbono e no fornecimento de alimentos.

Por que precisamos da Economia Azul?

Nos últimos anos, testemunhamos danos permanentes nos oceanos, evidenciados pela presença de manchas de lixo plástico que se espalharam pelo mundo. A maior delas, conhecida como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, tem dimensões alarmantes: de acordo com pesquisas recentes, sua área é duas vezes maior do que o estado americano do Texas.

A presença de combustível plástico representa uma ameaça à vida marinha, além de prejudicar a capacidade dos oceanos de atuarem como sumidouros de carbono. Atualmente, os oceanos conseguem absorver entre sete e oito gigatoneladas de CO2 por ano, quantidade próxima ao que é absorvida pelas florestas mundiais. No entanto, a acidificação oceânica em constante aumento torna esse processo menos eficiente, comprovado a capacidade dos oceanos de sequestrar carbono.

Sustentabilidade

A prática da sobrepesca tem contribuído para agravar ainda mais o problema. A pesca excessiva tem retirado peixes incontáveis dos oceanos, com a indústria pesqueira comercial sendo responsável por retirar trilhões desses animais acidentalmente. Para fins de comparação, a quantidade de animais criados em terra para consumo humano chega a aproximadamente 55 bilhões, o que já representa quase oito vezes a população mundial. Estimativas sobre a pesca mostram que dois a três trilhões de peixes são retirados dos oceanos todos os anos.

“O oceano é uma das grandes fronteiras econômicas no momento”, diz Lawrence. “Quase todo o comércio global passa pelo transporte marítimo. Existe um enorme potencial para o oceano fornecer soluções importantes para ajudar a alimentar o planeta e fornecer energia limpa e empregos. Contudo, se fizermos isso sem pensar, corremos o risco de danificar o maior sistema de suporte à vida da Terra.”

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Por Ana Cristina Gomes em 4 de maio
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