De acordo com cientistas da Universidade de Wageningen, ao incorporar substâncias à base de plantas na mistura asfáltica, é possível reduzir em até 60% as emissões de substâncias nocivas.

A mistura asfáltica pode ter diversos efeitos negativos sobre o meio ambiente!

A produção dessa substância contribue para as emissões de gases de efeito estufa, como o CO2, que contribuem para o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Além disso, a produção da mistura asfáltica requer a extração de matérias-primas, como petróleo, o que afeta negativamente a biodiversidade do nosso planeta.

Dessa forma, para reduzir as emissões poluentes na construção e operação de estradas, são necessárias soluções inovadoras, como o uso de materiais sustentáveis e de baixo carbono.

Asfalto à base de plantas

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Uma das principais substâncias presentes no asfalto é o betume, componente derivado do petróleo, que tem como função, unir as pedras. Os pesquisadores analisaram a possibilidade de substituir o betume pela lignina, substância presente em algumas árvores e plantas.

Globalmente, a adição de lignina ao asfalto tem o potencial de reduzir as emissões prejudiciais em até 102 bilhões quilos por ano. De acordo com os pesquisadores de Wageningen, essa descoberta poderá contribuir significativamente para alcançar as metas climáticas globais e europeias

Algum tempo atrás, uma estrada em Sas van Gent, na Zelândia, foi construída utilizando bioasfalto contendo lignina, com a substituição de metade do betume. Ainda este ano, as primeiras estradas experimentais sem betume devem ser construidas.

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Por Ana Cristina Gomes em 3 de maio