My Good é uma foodtech brasileira que atua na capital do Rio de Janeiro e produz sorvetes orgânicos e veganos, com certificação pela Associação Brasileira de Veganismo. 

A história começa com a preocupação de Felipe Nunes com sua filha, alérgica a proteína do leite de vaca, e apaixonada por sorvetes como muitas crianças, entretanto, não achavam um produto mais saudável e inclusivo. 

Desejando fugir do padrão que se encontrava no mercado — sorvetes com excesso de açúcar refinado, corantes, saborizantes artificiais, gorduras trans, aditivos químicos, entre outros — e com a vontade de criar um produto mais inclusivo, foi fundada a My Good. 

“A gente saía para dar uma volta de bicicleta, depois parávamos na padaria, na pracinha ou no mercadinho e, simplesmente, não achávamos esse sorvete mais saudável e tão pouco inclusivo. Não achávamos. Mesmo em restaurantes, supermercados e shoppings a dificuldade era a mesma. E foi aí, percebendo que essa dor poderia ser a dor de tantos outros pais e mães, que surgiu a ideia de criar a My Good”, destacou o fundador. 

Sorvete da My Good
Imagem: Divulgação My Good

O portfólio de sorvetes orgânicos e veganos 

A empresa começou exclusivamente como business to business (B2B), porém, agora irá testar o business to consumer (B2C) através de dark stores, ele ressaltou: “Sorvete é um produto muito sensível, requer cuidado na logística de transporte. Por isso mesmo, pensando na expansão da marca, acreditamos que o ideal seja abrir pequenas fábricas que abasteçam suas praças geográficas. Isso trará mais segurança e agilidade na entrega dos produtos”. 

Atualmente, existem dez sabores de picolé, quatro com base de leite de coco orgânico (Chocolate, Café+Nibs de Cacau, Amendoim Praliné e Tapioca+Cocada) e seis de frutas (Manga, Limão, Maracujá, Tangerina, Uva e Açaí+Banana). 

Felipe relatou que a ideia é ampliar o portfólio de sabores em breve, inclusive trabalhando com frutas exóticas brasileiras, desde que sejam certificadas. Mais planos são criar a linha zero açúcar e outra com picolés extrusados, com cobertura crocante de chocolate. 

“Ainda esse ano começaremos a produzir também sorvetes de massa. Então, fora os clássicos, podemos esperar novos e surpreendentes sabores! Vamos ver o que os nossos mestres alquimistas vão aprontar!”, ele brincou, já dando uma prévia do que está por vir. 

Sorvetes da My Good
Imagem: Divulgação My Good

Mercado de sorvetes veganos 

Você sabe como está a situação do mercado de sorvetes veganos? 

Conforme a Allied Market Research, é esperado que esse setor atinja US$ 805,3 milhões até 2027 de forma global, crescendo a um CAGR de 13,7% no período de 2020 a 2027. Para ter uma ideia, estava avaliado em US$ 520,9 milhões no ano de 2019. 

Perguntamos para Felipe sua opinião sobre o mercado brasileiro: 

“Acredito, sinceramente, que ainda estamos engatinhando aqui no Brasil. Tem muito espaço e necessidade de crescimento. Há uma demanda exponencial

As pessoas estão percebendo cada vez mais a importância de uma alimentação mais saudável e consciente também, conseguimos perceber mais esse comportamento principalmente nas novas gerações. Questões como a crueldade e a exploração animal, bem como os enormes danos ambientais causados pela indústria leiteira, não estão mais passando despercebidas”. 

Venda de sorvetes da My Good
Imagem: Divulgação My Good

Os planos para o futuro e destaques da marca

As metas para o futuro?

“Queremos ser referência no mercado e expandir nacionalmente através de lojas e quiosques próprios, além disso, ter uma franquia talvez seja uma possibilidade, é um caso a se pensar com atenção. Paralelamente, fortalecer o nosso B2B com novos lançamentos e, por fim, preparar a My Good para internacionalização”.

O fundador destacou que não é fácil levantar essa bandeira estando no meio de gigantes multinacionais que já dominam o mercado: “Mas, a ideia é fazer barulho e arrastar pelo exemplo. Estamos vivenciando grandes transformações no mundo, precisamos nos reinventar também, pensar melhor nas nossas atitudes, como nos alimentamos e como podemos ajudar o planeta”.

A empresa afirmou que é a primeira e única foodtech brasileira que oferece sorvetes mais saudáveis e conscientes fruitplant-based, exclusivamente orgânicos e veganos com certificação. Ainda, destacou que os produtos são 100% naturais, ricos em superalimentos, zero glúten, zero lactose, livres de aditivos químicos e agrotóxicos. 

Alguns dos destaques da marca são: 

  • É uma Empresa Amiga da Criança, um selo de responsabilidade social que demonstra o compromisso junto da Fundação Abrinq de promover os direitos das crianças e adolescentes. 
  • Conta com o selo Empresa Amiga dos Animais da Arca Brasil, que identifica empresas, produtos e prestadores de serviços que contribuem para a proteção e bem-estar animal. 
  • Tem certificação de Carbon Free, pela parceria entre o Programa Carbon Free e o Plano Conservador da Mantiqueira, feito pela Iniciativa Verde. 
  • É considerada Amiga da Floresta pela Iniciativa Verde, programa que realiza o plantio de árvores nativas em áreas desmatadas do Sistema Cantareira. 

Por todas as ações que a empresa realiza, foi contemplada pela Innovation Latam e Fundação Dom Cabral com o selo iImpact 2021 (Innovation Latam e FDC). 

Felipe falou: “Nosso posicionamento e propósito nos mantêm firmes, dando cada vez mais força para seguir em frente. Essa é a nossa missão, é gratificante ver esse esforço sendo reconhecido. Recentemente a My Good foi contemplada com o selo iImpact 2021 (Innovation Latam e FDC) por suas ações de impacto positivo junto à sociedade e ao mundo, segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU”.  

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*Imagem de capa: Divulgação My Good

Por Amanda Stucchi em 18 de fevereiro