Quantas roupas você tem no seu guarda-roupa? Muitos de nós temos muitas roupas e ainda assim vivemos com aquela eterna afirmação de “não tenho nada para vestir”, não é mesmo? Então vamos a lojas, muitas vezes fast fashion e compramos peças baratas que duram apenas uma estação. Para algumas pessoas, esse hábito não faz sentido (e com razão). E para isso surgiu o movimento de slow fashion.

Slow fashion: movimento

A moda não precisa ser cheia de regras. Cada pessoa sabe o que gosta e o que veste melhor, e o slow fashion apoia isso. Por que comprar várias peças que você sabe que vão durar apenas seis meses? Na próxima estação você vai olhar para o seu guarda-roupa cheio de itens e dizer que não tem nada para vestir. Mas você tem, o problema é que culturalmente você acha que aquele vestido já passou da moda e deve ser descartado.

Enquanto o fast fashion preza por uma moda rápida e de curta duração, o slow fashion busca o oposto. As peças roupa desse movimento são atemporais e de mais qualidade, pois assim podem ser usadas por muito tempo sem sofrer o efeito da moda.

O slow fashion promove uma reflexão sobre como estamos consumindo moda ultimamente. Não precisamos descartar cada nova peça de roupa quando virar a estação. Podemos montar um guarda-roupa cheio de peças que podem ser utilizadas em todos os momentos. Calças, blusas, camisetas, vestidos, todos atemporais. “Ah, mas não posso ter aquela roupa da moda?” Não existe regras. Você pode vestir o que se sentir confortável, desde que não desista da peça em alguns meses.

Dessa forma, temos uma reflexão sobre quais são nossos gastos com a moda, quais são as roupas que temos no armário e o quer realmente precisamos comprar mais.

Slow fashion e sustentabilidade

Uma das principais reflexões do slow fashion é sustentabilidade. Isso porque a indústria têxtil é a segunda que mais polui. O relatório da Indústria da Moda da Global Fashion Agenda apresentado no Copenhagen Fashion Summit mostrou que a emissão de 1,715 bilhão de toneladas de CO2 é de responsabilidade da indústria da moda. Desses, 5,4% dos 32,1 bilhões de toneladas no ano de 2015.

Para você ter uma ideia, em números só o Brasil produziu 175 mil toneladas de resíduos têxteis, em 2014. E para deixar esse dado ainda mais triste, apenas 4% de toda essa quantidade foi reciclada. Nem preciso comentar que os outros 96% tendem a virar lixo, não é?

Em defesa a esse impacto entra a moda lenta. Por não produzir peças de roupa em larga escala e em um curto período de tempo, esse movimento gera um gasto muito melhor de lixo e desperdício.  

Hora de comprar!

Depois de entender o que é o slow fashion, precisamos saber onde comprar. Boa parte das marcas que conhecemos são fast fashion e trocam as coleções em alguns meses.

Aqui no blog já mostramos algumas marcas de moda veganas que também trabalham com o movimento slow fashion, você pode conferir aqui. Só que para ampliar ainda mais as marcas sustentáveis e conscientes que você pode comprar, separei algumas empresas slow fashion aqui:

Nicole Bustamente

A marca Nicole Bustamente além de slow fashion é vegana, por isso vale muito a pena conhecer! A missão da marca representa muito bem o que o veganismo e o movimento slow fashion diz: roupas de boa qualidade, atemporais e que trazem conforto para os usuários.

Um ponto bem legal da marca está nas peças sem gêneros. Se você for de São Paulo, pode conhecer a marca na Rua Augusta. Caso você seja de outra cidade, pode comprar as roupas também pelo site.

Karmen

A marca Karmen “acredita que o futuro pertence à Arte. A cada desenvolvimento um novo artista é convidado para dar vida à algumas peças e novas parcerias se concretizam.”

As roupas da marca são bastante estilosas e representam a preocupação da Karmen com o desperdício da indústria têxtil. Seus tecidos são boa qualidade e com uma grande diversidade de estampas. Karmen está a venda on-line e na loja Heloisa Faria em Vila Madalena, São Paulo.

Cycleland

A marca Cycleland nasceu como uma reflexão sobre o lifestyle urbano e a mobilidade. Suas coleções são com peças limitadas a poucas unidades e seus designs são autênticos. A Cycleland é vendida on-line, na Pandorga, em Porto Alegre, e na Mapi 49, em Goiânia.

Iara Wisnik

A marca da Iara Wisnik ganha o mesmo nome e é outra marca nacional que merece destaque. Pensando no slow fashion, a empresa oferece peças com tecidos confortáveis em cores marcantes, toques de alfaiataria e modelagem bem trabalhada.

Você encontra a marca em São Paulo ou através do site online também.

O slow fashion é um movimento que está ganhando cada vez mais espaço. E muitas novas marcas estão surgindo para nos ajudar nessa nova fase.


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por Lari Chinaglia em 15 de fevereiro