O primeiro paracetamol vegano está sendo comercializado na Alemanha, chamado Paraveganio, é o primeiro medicamento com o selo vegano da The Vegan Society. Ainda, a empresa revelou que tem planos para expansão no mercado internacional

Produzido pelo empresa Axunio, focada em medicamentos genéricos que se concentra em nichos terapêuticos e doenças raras, tem 500 mg de paracetamol e pode ser utilizado como analgésico comum. 

Julia von Horsten, gerente de desenvolvimento de produtos e negócios, falou em uma comunicação: “Acredito firmemente que o desenvolvimento contínuo é essencial mesmo em um setor altamente regulamentado como o nosso. Com o lançamento de nosso primeiro medicamento com certificação vegana, queremos iniciar um repensar de longo prazo na indústria farmacêutica”. 

Conforme a The Vegan Society, o veganismo é um modo de vida que visa excluir — na medida do possível e praticável — todas as formas de exploração e crueldade com os animais, seja para a alimentação, vestuário e outras finalidades. Portanto, a instituição não recomenda que as pessoas deixem de tomar remédios prescritos pelos médicos, dando a sugestão de que os veganos poderiam pedir aos médicos ou farmacêuticos que forneçam, caso possível, medicamentos sem produtos de origem animal, como gelatina ou lactose. 

Apesar disso, possuem uma campanha “Make More Medicines Vegan”, cujas solicitações incluem: o governo descobrir quais alternativas são livres de animais para produtos de prescrição médica e trazê-las para todos, orientar os médicos sobre a busca de consentimento ao utilizar medicamentos de origem animal, e orientar os fabricantes para melhorar a rotulagem e, assim, incluir os ingredientes de origem animal. Ainda, é informado que no Reino Unido 75% dos medicamentos mais prescritos contêm produtos de origem animal. 

Mais detalhes sobre o paracetamol vegano 

A axunio informou que os comprimidos de paracetamol normalmente contêm o regulador de fluxo estearato de magnésio, que pode ser de origem animal. Entretanto, no produto da marca utiliza o estearato de magnésio de origem puramente vegetal, que dá o mesmo efeito. 

Na Alemanha, o paracetamol — votado para dor e febre — é um dos analgésicos de venda livre mais utilizado. 

A empresa afirmou: “Paraveganio ® pode ajudá-lo a combater de forma confiável a febre e a dor leve a moderada. No caso de dor intensa, recorrente ou de longa duração e febre alta, um médico deve ser consultado para esclarecer as possíveis causas”.

Quanto a sustentabilidade, a empresa informou que é fabricado no mesmo país que é comercializado, ou seja, na Alemanha.

Outras iniciativas para os animais não serem utilizados nos medicamentos 

Já falamos aqui no Vegan Business sobre a vacina à base de plantas da Medicago – que não utiliza ovos no processo, apesar de ainda ser testado em animais por uma exigência legal – o imunizante teve resultados positivos em sua terceira fase, recentemente, seu uso foi liberado no Canadá

Além disso, a Roquette – líder global de ingredientes à base de plantas – também lançou no final do ano passado uma formulação de cápsula alternativa de gelatina vegana, sendo feita à base de ervilhas. 

Ainda, há a Jellatech, que levantou US$ 2 milhões no ano passado para trazer colágeno e gelatina livres de animais para o mercado. Interessante, não é? 

Logo, apesar de ainda não termos muitos medicamentos veganos, podemos perceber que esse setor está progredindo. 

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*Imagem de capa: Divulgação Axunio / via Green Queen 



por Amanda Stucchi em 4 de março