No meio de uma pandemia literalmente viral, saiba quais os impactos do coronavírus no mercado de alimentos veganos.

Em primeiro lugar, convém ressaltar que o COVID-19, a doença disseminada pelo novo coronavírus, se espalhou rapidamente e causou uma emergência de saúde pública global. No entanto, os impactos da pandemia vão além da saúde, muitas dúvidas e preocupações surgem, por parte de quem atua nesse mercado.

O que impacta o mercado de alimentos veganos?

O número de indivíduos infectados com o vírus continua a subir diariamente, assim como o número de mortes associadas a ele.

Em resposta à pandemia, muitos estados e cidades declararam emergência e deram início ao isolamento social. Desse modo, grandes conferências e eventos foram cancelados ou adiados, as viagens foram limitadas, as escolas e universidades foram fechadas e as empresas estão explorando maneiras alternativas de conduzir seus negócios.

Assim, ao considerarmos os impactos do coronavírus no mercado de alimentos veganos, é importante ressaltar que se trata de uma doença nova, pouco conhecida, e que deixa em alerta toda uma rede de envolvidos, desde os produtores até os fornecedores.

Num momento de incertezas, preocupa manter a segurança alimentar, bem como, garantir posicionamento no mercado. Portanto, em se tratando especificamente de uma área sensível, algumas considerações precisam ser lembradas.

O que é importante ressaltar?

  • Em primeiro lugar, que essa pandemia é um surto de uma doença respiratória causada por um novo coronavírus. Foi detectado pela primeira vez na China e agora se espalhou globalmente.
  • Em segundo lugar, que os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em pessoas e em muitas espécies diferentes de animais. Portanto, em humanos, sabe-se que vários coronavírus causam infecções respiratórias, variando do resfriado comum a doenças mais graves, como a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e a síndrome respiratória aguda grave (SARS).
  • Em terceiro lugar, que a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas expelidas do nariz ou da boca de uma pessoa infectada com micro-organismo; essas gotículas se espalham quando a pessoa infectada tosse ou exala e pode pousar em objetos e superfícies próximas. Outras pessoas podem pegar o vírus tocando nesses objetos ou superfícies e depois tocando nos olhos, nariz ou boca. As pessoas também podem contrair a doença se respirarem as gotículas.
  • Em quarto lugar, que há pouco impacto nos alimentos e na água. Em princípio, o vírus não é transmitido através dos alimentos ou da água. No entanto, o vírus pode sobreviver em uma superfície por um dia ou mais (até uma semana) em embalagens, e recipientes podem servir como meios de transmissão.

Quais os impactos do coronavírus na rotina?

Certamente, com uma pandemia em curso e a preocupação em manter a qualidade de produtos e entregas, com certeza há um forte impacto na rotina dos negócios atrelados ao mercado de alimentos veganos.

Mas há certas coisas que podem ser feitas para ajudar a reduzir a ansiedade e manter a rotina diária:

No manuseio de alimentos

Antes de mais nada, sabe-se que o coronavírus é inativado tanto pelo calor quanto por desinfetantes comuns, como cloro e peróxido de hidrogênio. Isso enfatiza a importância de se garantir boas práticas de fabricação e preparo de alimentos, bem como, limpeza e saneamento completo dos equipamentos e instalações de processamento de alimentos.

Além disso, autoridades internacionais da área de segurança alimentar afirmam que até o momento não há indícios de transmissão do coronavírus via alimentos. No entanto, é sempre importante seguir boas práticas de higiene, sem esquecer das embalagens e transportadores.

Na cadeia de suprimentos

É provável que o coronavírus altere a cadeia de suprimentos e influencie os ingredientes e o suprimento de matérias-primas. Embora os fornecedores de ingredientes e matérias-primas relatem pouco efeito da epidemia de coronavírus em sua capacidade de fornecer ingredientes para empresas de alimentos e bebidas, pode ser aconselhável que se alinhem com fornecedores alternativos que atendam aos requisitos de segurança alimentar.

Além disso, as empresas de alimentos veganos devem revisar seus planos de gerenciamento de crises ou de resposta a emergências para garantir que estejam preparados para lidar com as interrupções causadas pela pandemia.

Nos serviços de entrega ou retirada

Além dos cuidados internos, já integrantes das chamadas boas práticas, há maneiras adicionais de impactar positivamente os clientes, e aprimorar a relação com os clientes. Isso por que, embora o risco de pegar COVID-19 nos alimentos seja provavelmente baixo, todos estão demasiado cautelosos quanto à doença.

Portanto, uma dica é preparar um material informativo, com orientações referentes ao procedimento de entrega/retirada e a destinação correta a ser dada para todas as embalagens. Assim, é possível garantir o manuseio adequado desde a produção até o consumo.

Por fim, proteja a si e aos outros seguindo as precauções de bom senso:

  • lave as mãos;
  • fique em casa se estiver doente;
  • evite aglomerações;
  • pratique distanciamento social;
  • siga as orientações da OMS e da ANVISA, bem como, das autoridades locais de saúde.

Enfim, siga a ciência, mantenha a calma e lave as mãos. Os impactos do coronavírus no mercado de alimentos veganos podem ser enormes, porém, este mercado tem tudo para superar essa fase e crescer ainda mais.

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por Nadia Ferreira Gonçalves em 21 de abril