A China está no centro das notícias veiculadas em todo o mundo desde dezembro de 2019, quando se deu início a pandemia do coronavírus. Entretanto, não é só isso que vem chamando a atenção por lá. Acontece que no meio de todo esse caos, a procura por alimentos veganos aumentou substancialmente! Continue lendo e entenda melhor! 

Com os intensos esforços empregados, a situação na China começou a melhorar. O hospital no epicentro da infecção não tem mais pacientes infectados e pela primeira vez o número de casos confirmados já é maior fora da China do que no país.

Mas após esse grande choque, o comportamento da população chinesa está mudando! 

Acontece que o coronavírus teve sua origem relacionada a um mercado que comercializa principalmente frutos do mar e outros produtos perecíveis, como carne fresca, na cidade de Wuhan! Isso despertou uma enorme falta de confiança por conta da população geral em produtos de origem animal.

Isso levou uma série de empresários, como David Yeung, fundador da Green Monday (que faz substitutos de carne suína e outros alimentos à base de vegetais) a acreditarem que o novo vírus, em conjunto a outras ameaças a saúde pública, deve aproximar os consumidores de seus produtos veganos.

David explica: “a ameaça do novo coronavírus e de outros desafios para a saúde pública como a última gripe suína africana expõem a vulnerabilidade da cadeia de suprimento de proteína animal.” Ele ainda acredita que “do ponto de vista do consumidor, a demanda por alimentos seguros, confiáveis e saudáveis irá absolutamente aumentar.”

Na startup de tecnologia em alimentos, JUST, que produz o JUST Egg, substituto de ovo a base de feijão moyashi, esse aumento na demanda já é uma realidade! Segundo o CEO da companhia, Josh Tetrick, a procura pelo produto, que já é vendido na China em alguns locais físicos e também online, subiu exponencialmente.

Nas palavras de Josh: “Algumas das maiores companhias e grandes fabricantes de alimentos chinesas, incluindo algumas que são até apoiadas pelo governo, estão proativamente entrando em contato comigo, com a nossa equipe executiva e com a nossa equipe atuante na China, querendo agora firmar uma parceria.”

Para ele, os produtores na China estão entendo que o momento atual clama por um maior controle de qualidade dos alimentos, algo que os produtos a base de vegetais rigorosamente oferecem!

Josh garante ainda que as autoridades estão empenhadas em reduzir o risco de futuras crises na saúde pública, diminuindo também a confiança dos consumidores nas carnes provenientes de animais criados em confinamento.

Mesmo antes da Pandemia do coronavírus, o país já estava passando por uma baixa em seus suprimentos de proteína de origem animal, devido ao último surto de gripe suína africana. Apesar do vírus responsável, identificado pela primeira vez em agosto de 2018, não ser fatal para humanos, foi suficiente para fazer com que as províncias chinesas buscassem outros fornecedores no mercado mundial.

Agora, devido as recentes repercussões da atual pandemia, o governo chinês está investindo em respostas ainda mais enérgicas para a crise. Em fevereiro, foi permanentemente banido o consumo de proteína oriunda de animais selvagens. Se o bloqueio permanecer, pode acabar com um mercado estimado em setenta e quatro bilhões de dólares! 

Com todo esse cenário, a China está sendo cotada como um mercado de grande crescimento para as principais empresas de produção de alimentos veganos, como a startup JUST, a Beyond Meat Inc. e a Impossible Foods Inc, por exemplo.

Pat Brown, o CEO da Impossible Foods afirmou os planos da empresa para a CNBC de participar do mercado Chinês, um dos maiores do mundo, em novembro de 2019: “É uma oportunidade gigante, perfeita para a nossa companhia.”

Para Brown, a meta deve ser aperfeiçoar a tecnologia de produção de alimentos veganos a um ponto em que a necessidade por animais nessa cadeia de consumo seja completamente eliminada! “Podemos ainda ajudar a China a melhorar a sua segurança alimentar, sendo capazes de produzir todo o suprimento de proteína necessário com fazendeiros chineses em sua própria terra!”

Vale lembrar que apesar da China possuir um longo histórico de consumo e de produção de alimentos veganos, o consumo de proteínas de origem animal (principalmente suína), vinha em uma crescente no país!

Como David Yeung, fundador da Green Monday, discursou em uma conferencia em 2018: “a combinação de mudanças climáticas, insegurança alimentar e problemas de saúde publica significam que estamos enfrentando um momento crítico na história do planeta!”

Para ele: “se continuarmos a consumir da maneira que estamos fazendo, a menos que um milagre aconteça, nosso sistema de alimentação e nosso ecossistema estão prestes a se colapsar.”

Sendo assim, não se surpreenda se o aumento de interesse em alimentos veganos escapar da China se tornar uma tendência em todo o mundo! Mas do que nunca, essa é a hora de repensarmos enquanto espécie nossos padrões de consumo e alimentação. Respire fundo e invista você mesmo em um produto ou em um negócio vegano!

Conseguiu entender um pouco mais sobre como investir em uma dieta livre de carne e cheia de alimentos veganos pode ser benéfico não só para a sua saúde, mas para a de todos? Se quiser mais novidades, não deixe de acompanhar o Vegan Business, o seu portal de conteúdos veganos e vamos juntos fazer parte de um futuro melhor!



por Leonardo Madureira em 17 de março