Você sabia que um bilionário está prevendo o fim da carne, laticínios e peixes em dez anos? 

O nome dele é Jim Mellon, empresário e filantropo britânico. Ele é um dos maiores acionistas da empresa de venture capital Agronomics, que foca nas carnes cultivadas. 

Outro feito é ter escrito o livro Moo’s Law: An Investor’s Guide to The New Agrarian Revolution, uma obra que fala sobre investimentos na nova revolução agrária. Na página do produto é dito: “Jim tem a visão de que nas próximas décadas a agricultura mundial será radicalmente transformada com o advento da tecnologia da carne cultivada”. 

Fim da carne: metade dessa indústria terá origem alternativa daqui a 10 anos 

Então, quais são as previsões desse bilionário para o futuro? 

Jim Mellon afirma que a primeira transformação acontecerá na indústria de laticínios, pois o leite de origem animal terá ido embora. Será substituído por alternativas vegetais ou produzido com fermentação de precisão. 

Depois, será a vez da indústria da carne: metade dela será composta por alimentos plant-based ou à base de células. Nesse mesmo período, Jim Mellon também afirma que metade dos peixes do mundo serão produzidos em fábricas. 

“Nós já temos os produtos, tudo que precisamos é escalar, ter dinheiro e a vontade”, disse em um vídeo no Tik Tok, produzido pela Dubai Future Foundation. 

Fim da carne: hambúrguer vegano

Imagem: Unsplash 

Indústria de carne cultivada

Agora que você já conhece as previsões do bilionário sobre o fim da carne, laticínios e peixes como nós conhecemos, vamos dar uma olhada na indústria da carne cultivada? 

Esse mercado está crescendo e pode atingir US$ 25 bilhões até 2030, como já falamos na nossa matéria com dados da consultoria McKinsey. Porém, esse crescimento depende de vários fatores: é necessário lembrar que as carnes cultivadas precisam da aprovação de comercialização para serem vendidas em determinado território, no momento, somente Cingapura aprovou. 

O custo também é um dos pontos que é preciso ter atenção, pois, é necessário deixar esse produto competitivo no mercado. Dessa forma, dá para aumentar a demanda e mais pessoas poderão comprá-lo. Isso só para citar alguns pontos de atenção. 

Mesmo assim, sem dúvidas esse mercado está recebendo cada vez mais atenção: já falamos também que a indústria de carne cultivada levantou US$ 366 milhões em 2020, segundo dados do relatório do Good Food Institute. 

Outro ponto que pode estar à favor da carne cultivada é que esse alimento continua a ser uma proteína de origem animal, mas, teoricamente é feita de maneira indolor, já que é possível haver a questão do soro fetal bovino (extraído do sangue dos fetos das vacas) e usado para o crescimento celular. Para o produto ser sem crueldade animal, deve utilizar outra substância e, ainda bem, estão criando opções no mercado.  

Pensando nisso, podemos verificar que existem muitos fatos a se analisar, mas é possível que a previsão do bilionário se concretize.

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*Imagem de capa: Crédito ao Jim Mellon (via Green Queen)



por Amanda Stucchi em 30 de setembro