O Dia dos Pais está chegando! Esse é um momento de carinho, onde filhos entregam presentes e reconhecem todo o esforço e amor envolvidos em sua criação. Pensando nisso, conversamos sobre paternidade com o empreendedor vegano Fabio Zukerman, a fim de abordar o legado entre pais e filhos para o futuro do planeta. 

Fabio é fundador do Grupo Planta, que faz parte das marcas Gerônimo, Green Kitchen, Plant Pizza, Plant burger e Basi.co, distribuindo alimentos plant-based de alta qualidade. Ele se casou com Daniele em 2005, os dois eram colegas de classe desde a infância, e juntos tiveram três filhos. 

A família desempenhou um papel em sua mudança para a dieta vegana. Fabio relatou que se tornou vegano no final de 2017, ano em que já seguia uma dieta ovo-lacto vegetariana, ele disse: “Foi alguns anos depois da minha esposa e filhos, fiquei resistente por cerca de 4 anos, mas entendendo seus motivos, fazendo as conexões que me despertavam e acompanhando o desenvolvimento deles, entendi que os impactos iam muito além da saúde e há uma emergência no tempo que temos para reverter o cenário de degradação planetária que estamos vivendo”. 

Ele acrescentou: “Renunciei a todos os derivados de origem animal, senti que era o mínimo que eu podia fazer”.

Dia dos Pais: família de Fabio Zukerman
Imagem da família de Fabio Zukerman: Reprodução Just Real Moms

Vegan Business: Quais valores pais veganos transmitem a seus filhos?  

Fabio Zukerman: A prática, o cultivo diário do respeito genuíno aos animais, a própria saúde, ao planeta e as pessoas.

VB: Na sua visão, como o veganismo influencia no futuro dos seus filhos e do planeta? 

FZ: É o único legado possível quando se pretende que as próximas gerações habitem à Terra: deixar um planeta viável, com valores humanos e ambientais acima de valores econômicos. Temos pouco tempo para reverter as questões de aquecimento global, impedir futuras grandes pandemias e ter mais qualidade de vida com melhores índices de saúde, por exemplo, uma boa pressão arterial e colesterol, diminuir riscos de doenças cardíacas, diabetes tipos 2 e alguns tipos de câncer. 

Tenho muito prazer em cozinhar em família, e são nestes momentos que temos a oportunidade de troca sobre a importância da nutrição, e colocamos na prática nosso conhecimento relacionado a arte culinária. 

VB: De que forma você espera que seus filhos contribuam para o futuro do planeta? 

FZ: Levando esse estilo de vida para as próximas gerações, quebrando tradições e culturas obsoletas, respeitando a exigência planetária e da natureza.

VB: Quais são os desafios da paternidade de estilo de vida vegano e suas recompensas? 

FZ: As barreiras sociais são muito difíceis, principalmente na escola, para adolescentes e crianças. Sinto muita falta de movimentos que reúnam mais essa turma que hoje representam um grande número, já a maior recompensa é ter a consciência tranquila de que estou caminhando conforme o que sei que é moralmente e eticamente necessário para a construção de um planeta melhor em todos os sentidos.

VB: Você é fundador do Grupo Planta, qual a importância do empreendedorismo vegano no cenário do futuro? 

FZ: A importância é absoluta, a vida como conhecemos no planeta Terra não será possível se mantermos o consumo de animais para a alimentação humana da forma em que estamos habituados. 

São pouco mais de 7 bilhões de humanos vivendo no globo, aproximadamente 1 bilhão sofre de obesidade e 1 bilhão tem insegurança alimentar [acesso limitado a alimentação], sendo que a maioria ainda está em situação de fome. Enquanto isso, alimentamos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano, abatidos para consumo humano. A conta não fecha.

Precisamos repensar todo o sistema de alimentação humana planetária. Uma dieta a base de plantas é vital para acabarmos com a fome mundial, diminuir os maiores impactos das mudanças climáticas, e evitar doenças zoonóticas.

VB: Como empreendedor, vegano e pai, qual recado você daria a outros pais e futuros pais que também desejam um mundo melhor para seus filhos?

FZ: Tradição muitas vezes pode ser sinônimo de traição, precisamos nos abrir para novos sabores, deixar de ter a proteína animal como centro do prato. Entender que os benefícios vão muito além da saúde e que é emergencial essa transição, reduzindo drasticamente e/ou cortando consumos de origem animal da nossa vida. É a forma individual mais efetiva para a cura do nosso planeta.

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por Amanda Stucchi em 6 de agosto