A Cellva é a primeira empresa do Brasil focada no desenvolvimento e produção de gordura cultivada por meio da cultura de células!

A empresa foi fundado para revolucionar a B2B mercado através da célula cultivada, concentrando sobre ingredientes este são melhor para nós humanos e sem prejuízo para os animais.

Um mundo sem gorduras?

Imagine se de um momento para o outro não tivéssemos mais acesso a produtos de cuidado pessoal, como pastas de dentes e cremes para pele. Se para algumas das necessárias indulgencias pessoais não pudéssemos mais nos deleitar com pastéis, coxinhas, batatas chips, chocolates, sorvetes e bolos. E ainda, se a alimentação dos nossos animais de estimação perdesse o equilíbrio nutricional, e ficassem menos apetitosas e atraentes.

Esse cenário seria uma difícil realidade se nossa indústria não utilizasse gorduras de forma rotineira.

Nos cosméticos, elas são fundamentais para a efetividade das moléculas ativas, agindo tanto como emolientes, quanto como emulsificantes, mantendo esses reagentes solúveis e aplicáveis em nosso corpo.

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A alimentação – tanto humana, quanto animal – seria de fato muito impactada. Aspectos tão importantes para nosso corpo e mente como os nutricionais, e os sensoriais, sofreriam baixas muito significativas em qualidade e quantidade em uma sociedade “sem” gorduras.

Iniciativas de produção de combustíveis cuja queima seja menos agressiva para a natureza sofreriam reduções consideráveis.

É muito relevante ressaltar que em grande parte dos casos – e, em alguns, a totalidade–, a melhor fonte dessas gorduras é animal.

Custo ambiental das gorduras animais

Com a necessidade de obtenção de gorduras animais em escala global surge uma das atividades humanas que mais impactam nosso planeta: a emissão de gases do efeito estufa.

Só em 2020, a pecuária foi a responsável por 14,5% de toda a emissão de gases do efeito estufa no mundo.  No Brasil, segundo dados de 2020 do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), quando se usa a métrica de dióxido de carbono equivalente (CO2e), que converte os gases de efeito estufa (GEE) em uma medida comparável, a pecuária abocanha uma parcela de 18,5% do total de emissões de GEE.

Essa degradação ambiental é refletida em um grande desmatamento, compactação do solo, erosão, assoreamento de rios, contaminação da água subterrânea e perda de biodiversidade. Além de reduções no consumo de carnes obtidas a partir dos processos comuns e tradicionais de criação, nossos esforços precisam ser mais amplos. Incluir ou ampliar as estratégias de produção sustentável de material animal, como gorduras, é fundamental para assegurarmos um futuro com recursos mais saudáveis, e mais gostosos!

Agricultura celular? Carne cultivada?

E se fosse possível cultivar a carne e a gordura fora dos animais? Com produções localizadas em espaços restritos controlados e pequenos? Com muita tecnologia mas sem agressões diretas ao meio ambiente? Não seria excelente existir uma forma de obter produtos de origem animal sem exploração?

A agricultura celular surge como nova aquisição de recursos pela nossa espécie. A produção de carne cultivada já é realidade e está ficando mais nutritiva e gostosa!

Apesar da ideia ser bastante antiga – em 1932 Winston Churchill já mencionava a “carnicultura” – a possibilidade técnica de sua utilização só começou a acontecer recentemente. A produção e consumo do primeiro hambúrguer de laboratório em 2013 foi um marco inicial da apresentação dessa possibilidade para o mundo.

A princípio, foi feito apenas com tecido muscular crescido em laboratório, essa revolução ainda poderia evoluir muito com a adição da textura e sabores provenientes de tecidos adiposos. O desafio de cultivar as células de gordura provenientes desse tecido, apesar de grande, já tinha um caminho inspirador trilhado desbravado pelas técnicas de cultivo de células musculares. E, em 2018, o movimento para a produção de gorduras animais sem o abate de animais se tornou uma realidade, e vem sendo utilizada em países como Estados Unidos.

Como é o processo?

São necessárias algumas etapas para o cultivo das células em laboratório para produzir a gordura cultivada: extração indolor, seleção celular, proliferação, diferenciação e escalonamento da produção.

A extração é a única etapa que exige contato com animais vivos. Porém ela acontece uma única vez e sem necessidade de sacrifício. A proliferação marca o início do crescimento dessas células no biorreator, seguida da diferenciação, onde a célula mesenquimal irá se transformar em gordura. Nesse momento, linhagens de adipócitos são estabelecidas e armazenadas de forma a não ser mais necessária a utilização de animais vivos. Nessa etapa as condições ambientais são determinadas para a fase de escalonamento. Com o aumento da escala de crescimento das células de gordura torna-se enfim possível a utilização pelas indústrias de interesse.

A produção de carnes e gorduras cultivadas tem capacidade de reduzir 50% da energia necessária, 75-95% da emissão de efeito estufa, 99% da utilização de espaço, e 85-95% de água, em comparação com procedimentos tradicionais.

Com o mundo prestes a atingir 9 bilhões de pessoas em 2050, essas diminuições não são apenas bem-vindas, mas necessárias. Falando sobre as gorduras, além de ser sustentável, as tecnologias para a produção de gordura cultivada tem a capacidade de ampliação de riquezas. Dessa forma, atacando os campos dependentes desse recurso em nossa sociedade, abrangendo a indústria farmacêutica, passando pela alimentícia e até mesmo combustíveis.

Cellva: pioneira no Brasil em gordura cultivada

No Brasil, já demos esse passo crucial. Passo esse que leva em consideração o bem-estar animal, ambiental e o humano – todos igualmente importantes-, com a criação da startup Cellva. A empresa tem como principal atividade a produção de gordura cultivada para comércio B2B, e vem como uma solução para a escassez desse ingrediente devido à alta demanda de gorduras que o mercado tem. Além disso, traz consigo um potencial de mitigação do impacto da pecuária, vindo fazer parte da solução de forma tecnológica, sustentável e agregando valor à economia brasileira.

Fundada pelo administrador Sérgio Pinto – que foi diretor global de inovação e novos negócios da BRF e pela pesquisadora Bibiana Matte, especialista em cultura celular e engenheira de tecidos. A Cellva conta com um time multidisciplinar, entre pesquisadores, biotecnólogos, veterinários, entre outros, além de um laboratório de alta tecnologia para desenvolvimento de protótipos.

“Quando comecei a liderar o desenvolvimento de novas proteínas no Brasil, como gorduras e carnes cultivadas, ficou claro que é algo que mudará a régua do jogo em âmbito global. Todos os países e mercados devem aprender como produzir de forma consistente este alimento. Porém, muitas empresas estão mais interessadas no impacto na cadeia, enquanto os marcos regulatórios precisam ser estabelecidos com lastro porém sem medo. A Cellva é necessária para olhar para a cadeia de produção antes de se apaixonar pela gôndola” explica Sérgio.

Premissas da Cellva

A Cellva possui cinco premissas que passam por alavancar biomas inexplorados que possam ofertar soluções alimentares; reduzir preços e prazos ao mesmo tempo que produz alimentos nutricionalmente ricos; direcionar investimentos para desenvolver uma nova cadeia para alimentação popular e colocar o Brasil com protagonista da revolução da indústria alimentícia.

“Quando falamos de gordura, animais e vegetais, estamos falando de um mercado que tem previsão de atingir 300 bilhões de dólares em cinco anos. É um mercado lucrativo, com desafios e tecnologias para oferecer eficiência e quantidades adequadas”, complementa o administrador. “É de fato um processo a longo prazo, porém com soluções permanentes para a alimentação mundial”, acredita.

De acordo com Bibiana: “o Brasil tem muitos pesquisadores e experiência em cultivo celular e engenharia de tecidos. Precisamos combinar esforços para desenvolver tecnologia para as proteínas cultivadas e, assim, possibilitar que o nosso país seja líder no segmento da agricultura celular”.

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Imagem ilustrativa de capa: Divulgação Cellva

Por Ana Cristina Gomes em 5 de dezembro