A Oatly acaba de alcançar um marco importante em sua trajetória rumo ao crescimento lucrativo — e, quase ao mesmo tempo, anunciou que pretende triplicar até 2026 o uso de aveia cultivada no Reino Unido.

A empresa sueca, referência mundial em bebidas vegetais, atravessou anos turbulentos: enfrentou gargalos na cadeia de abastecimento, queda nas ações, recalls e críticas envolvendo desde relações com o ex-presidente dos EUA até questionamentos sobre desmatamento ligados a um investimento da Blackstone.

No terceiro trimestre de 2025, a Oatly registrou receita de US$ 222,8 milhões, alta superior a 7%, além de um aumento de 6,6% no volume vendido. Ainda assim, as vendas nos Estados Unidos caíram 10%, e a companhia fechou o período com prejuízo de US$ 65,3 milhões em comparação a 2024.

“O que vemos agora é o resultado de três anos de trabalho para fortalecer as bases do negócio”, afirmou o CEO Jean-Christophe Flatin no relatório trimestral. “Alcançar crescimento com rentabilidade é um avanço importante, mas está longe de ser o ponto final. Sabemos que há muito potencial pela frente e estamos seguros de que estamos no caminho certo para um crescimento consistente, escalável e alinhado à nossa missão.”

Entre as marcas de bebidas vegetais mais populares do planeta, a Oatly tem desempenho especialmente forte no Reino Unido. Em entrevista ao The Grocer, a empresa explicou que a migração para aveia britânica foi um processo longo, planejado há anos, e que simboliza um reforço ao compromisso de longo prazo com a agricultura local.

Empresa é reconhecida como “climate solutions company”

A partir de agora, toda a aveia usada nas versões Barista de sua bebida base passa a vir de fazendas inglesas. Já as linhas Barista Orgânica, Lidl Barista, jiggers e multipacks ainda utilizam uma mistura de aveia do Reino Unido e da União Europeia. O movimento acompanha a tendência iniciada por outras marcas, como a Alpro, e reflete um avanço que já vinha sendo seguido por produtores menores que priorizam aveia britânica.

Segundo projeções da empresa, migrar totalmente para aveia cultivada no Reino Unido pode reduzir em até 13% a pegada climática da linha até o fim de 2026. A Oatly também pretende manter os investimentos em agricultores que adotam práticas regenerativas.

Em junho, a marca se tornou a primeira do setor alimentício a receber a classificação de “climate solutions company” — um reconhecimento que reforça sua aposta em sustentabilidade de ponta a ponta.

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