A Nestlé anuncia parceria com a startup de fermentação Perfect Day. O motivo desta união é desenvolver produtos à base de proteína láctea, livre de animais. 

Segundo a Nestlé, o primeiro teste de produto será uma bebida semelhante ao leite sem nome.

“Estamos avaliando essa avenida como uma oportunidade de crescimento futuro para o nosso negócio”, acrescenta a empresa.

Desenvolvida pela P&D da Nestlé na Suíça, a bebida vegetal vai conter a proteína de origem animal da Perfect Day, que é idêntica à proteína de soro de leite encontrada no leite de vaca. 

Mudança

Segundo a Nestlé que tem os laticínios como uma parte essencial de seu portfólio de produtos, a empresa está buscando alternativas mais ecológicas e a favor do planeta.

Heike Steiling, o chefe do Centro de Desenvolvimento da Nestlé para produtos lácteos, declarou que: 

“Como a maior empresa de alimentos e bebidas do mundo, fornecer alimentos e bebidas que sejam bons para as pessoas e para o planeta é uma prioridade. Estamos explorando tecnologias emergentes que podem levar a alternativas amigáveis ​​aos animais, nutritivas e sustentáveis, sem comprometer o sabor, sabor e textura”.

E continua: “Reunindo nossa experiência incomparável em P&D, capacidade de inovação e escala, estamos trabalhando para desenvolver e testar novos produtos à base de proteínas lácteas livres de animais para complementar nosso amplo portfólio de alternativas à base de plantas”.

Nestlé e Perfect Day 

A Nestlé também afirma que a parceria com a startup Perfect Day complementa seus investimentos existentes em carnes e laticínios alternativos, são eles: 

  • Sua linha à base de plantas Garden Gourmet
  • O investimento na startup de frango da Califórnia Sundial Foods
  • A abertura de uma instalação de carnes alternativas na Sérvia 
  • A entrada no setor de carne cultivada 

“Estamos empolgados em pilotar os primeiros produtos à base de proteína láctea sem animais da Nestlé por meio de nosso acelerador de pesquisa e desenvolvimento dos EUA”, disse Joanna Yarbrough, chefe do acelerador de pesquisa e desenvolvimento. 

“Embora esta categoria ainda seja muito jovem, sabemos que os consumidores estão procurando produtos que tenham uma pegada ambiental reduzida e estamos avaliando essa avenida como uma oportunidade de crescimento futuro para nossos negócios”, completa. 

Leites vegetais

O mercado de leites plant-based nos EUA atingiu cerca de US$ 2,3 bilhões em vendas, crescendo a uma taxa de 6,4%. O período analisado foi de 52 semanas, encerrado em 12 de junho de 2022, conforme informações da empresa de tecnologia de dados SPINS. A pesquisa não considerou a Whole Foods Market (rede de supermercados), Trader Joe’s (mercearia) e nem lojas de conveniência.

A venda de leites plant-based nos EUA: leite de aveia foi o segundo mais comercializado

Os resultados, excluindo blends (misturas), mostram que o leite de amêndoas continua na liderança entre esses produtos, chegando a US$ 1,2 bilhão em vendas, apesar de ter tido uma ligeira queda de 1,02%. 

Na segunda colocação, surge o leite de aveia que atingiu US$ 527,4 milhões em vendas, representando um aumento de mais de 50% durante o período. O leite de soja, terceiro colocado, está perdendo participação no mercado com uma queda de 0,09%, obtendo o resultado de US$ 165 milhões em vendas. 

Anteriormente, o leite de soja era o líder da categoria – representava US$ 1 bilhão há uma década – apesar disso, o produto ainda é muito utilizado, já que está acima do leite de coco (US$ 82,1 milhões), ervilha (US$ 60,1 milhões), arroz (US$ 37,1 milhões) e caju (US$ 29 milhões). 

O leite de ervilha também teve um crescimento durante o período, tendo aumentado 27,37%! Já os outros tipos de leite plant-based tiveram quedas nas vendas: o leite de caju caiu 13,6% e o leite de arroz caiu 11,72%, enquanto o de coco sofreu uma queda de 8,16%.

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*Imagem de capa: Divulgação Nestlé

Por Gabriela Catan em 13 de setembro
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