Por mais incrível que pareça, há como enxergar coisas boas em meio ao caos. Para isso separamos 5 lugares que já estão menos poluídos devido à pandemia.

A pandemia do COVID-19 está em pleno auge, e notícias arrasadoras são distribuídas aos montes. Inegavelmente, com o aumento de bloqueios e do distanciamento social, o impressionante número de mortos em todo o mundo e o impacto direto na economia global, aumentam também os desafios para lidar com o medo, a ansiedade e a preocupação.

Mas acreditamos que nem tudo são perdas numa fase tão delicada e desafiadora quanto esta. Uma boa notícia é sobre como a disseminação do novo COVID-19 diminuiu a poluição do ar e melhorou a qualidade das condições ambientais no planeta.

O inesperado efeito colateral veio rápido. Ao que tudo indica, a natureza está aproveitando o momento para se recuperar e nos mostrar que é preciso repensar nossa relação enquanto habitantes do grande globo azul.

Vejamos 5 lugares que já estão menos poluídos devido à pandemia:

1. Sobre o céu da Itália

De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), assim como outros pesquisadores independentes, as emissões de dióxido de nitrogênio (NO2 ) diminuíram significativamente na Itália após o bloqueio causado pela pandemia do COVID-19. 

Assim, o satélite Copernicus Sentinel-5P detectou um declínio nas emissões de NO2 sinalizando a diminuição da poluição do ar. Nesse contexto, a mudança mais significativa sendo observada na parte norte do país, região conhecida como Vale do Rio Pó.

2. Sob os canais de Veneza

Ao mesmo tempo, em Veneza, os canais frequentemente turvos e mal cheirosos, começaram a ficar mais claros recentemente, com peixes visíveis abaixo da água. Por conseguinte, os esforços da Itália para limitar maior disseminação do novo COVID-19 significaram a ausência de tráfego de barcos nas famosas hidrovias da cidade. E as mudanças aconteceram rapidamente.

Numa mensagem um tanto sutil, Veneza parece declarar a quem quiser ouvir que já sofreu o suficiente com excesso de turismo, fundações afundando e inundações. Portanto, agora a bela cidade aproveita o momento perfeito para ‘respirar’, e assim, retomar as condições ideais para a vida prevalecer. 

3. Nos pulmões da populosa China

Dos lugares que já estão menos poluídos devido à pandemia, este resultado é um dos mais impressionantes.

Logo após os bloqueios devido ao COVID-19, observações por satélite mostraram que as medidas temporárias provocaram reduções significativas das emissões nocivas na China, após os bloqueios devido ao COVID-19. Os satélites de monitoramento de poluição da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA) detectaram reduções significativas de dióxido de nitrogênio (NO 2 ) sobre a China. 

Numa análise do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo da Finlândia, as restrições contribuíram para uma queda de 25% nas emissões de dióxido de carbono da China nas quatro semanas com início no final de janeiro, em comparação com o mesmo período do ano passado. Semelhantemente, a análise também constatou que as operações industriais foram reduzidas em 15% a 40% em alguns setores e que o consumo de carvão nas usinas caiu 36%.

4. Nos bons ares na terra do Tio Sam

Similarmente, observações iniciais mostraram que medidas extremas de distanciamento social provavelmente estão afetando positivamente a poluição do ar nas cidades nos EUA.

A Earth Economics, uma organização ambiental sem fins lucrativos com sede em Tacoma, Washington, desenvolveu um painel on-line para rastrear a qualidade do ar em San Francisco, Nova York e na área de Seattle, comparando as medições com figuras da mesma época no ano passado.

Em São Francisco, que está sob ordens de distanciamento social para controlar a propagação do COVID-19, a concentração média de partículas finas – pequenas partículas no ar que são perigosas porque podem ser respiradas profundamente nos pulmões – após apenas cinco dias, foi quase 40% menor que no ano anterior.

Na cidade de Nova York, houve uma queda de 28% no mesmo período, e o Seattle-Tacoma-Bellevue teve uma queda de 32%.

5. À luz do céu profundo brasileiro

Em terras Tupiniquins, poucos dias após a população se resguardar em suas casas e as ruas se tornarem desertas, a redução na emissão de poluentes também já pode ser observada.

Principalmente nos grandes centros, onde o trânsito caótico e a incessante corrida contra o tempo deram uma trégua a fim de reduzir o impacto da pandemia do COVID-19, o céu já exibe um tom de azul mais vibrante e a diferença é exibida como um alerta em postagens nas redes sociais.

Além disso, estudiosos e fotógrafos do litoral paulista afirmam que o céu da região não é mais o mesmo. Antes marrom e ofuscado por tanta poluição, principalmente na região da Baixada Santista, agora o firmamento está límpido, e possibilita visualizar os astros ora ocultados pela fumaça.

Fotógrafo registra corpos celestes em céu claro de Santos (SP) — Foto: Arquivo Pessoal/Jamil Vila Nova

O que fica disso tudo?

Por hora, é momento de reflexão. Não é de hoje que a natureza dá sinais das injúrias causadas pelo descontrole humano. Assim, a pandemia do COVID-19 pode levar empresas e governos a perceberem que outras ameaças à humanidade, incluindo as mudanças climáticas, podem ser igualmente devastadoras e que é indispensável desenvolver medidas de proteção e reequilíbrio.

Além disso, e apesar dos danos já causados, é importante que cada indivíduo repense sua atitude em relação ao planeta. De fato, estes lugares que já estão menos poluídos devido à pandemia, mas à medida que cidades, países e economias se recuperam, o mesmo ocorre com as emissões de poluentes – a menos que grandes mudanças políticas e sociais sejam adotadas.

Sobretudo, numa fase tão delicada, seria enriquecedor pensar sobre o que valorizamos e, enquanto indivíduos. Além disso, decidirmos se realmente desejamos retornar ao status quo que teimamos em chamar de “normal”. A outra opção, seria encarar de vez os grandes problemas estruturais que assolam nosso planeta, e reestruturar nossa economia com meios inovadores de redução das emissões e da poluição.

Para te ajudar

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Esperamos poder te ajudar nessa fase desafiadora!  



por Nadia Ferreira Gonçalves em 26 de março