A MadeRight, startup israelense, levantou US$ 2 milhões em investimento, com o propósito de aprimorar ainda mais suas soluções de embalagens à base de fungos.

A empresa desenvolveu um método inovador de fermentação em estado sólido, no qual os micélios transformam resíduos orgânicos industriais em biomassa. A partir dessa biomassa, são extraídos materiais que são moldados em pellets utilizáveis em máquinas de fabricação de embalagens já existentes. Quando combinados com bioplásticos, esses pellets apresentam um potencial específico para melhoria do desempenho e da sustentabilidade das embalagens.

Embalagens à base de fungos

A rodada Seed, liderada pela incubadora Fresh Start e contou com participação da Arkin Holdings e Arc Impact, tem como objetivo expandir a equipe de desenvolvimento da empresa, refinar o processo de produção e entrar em novos mercados. O principal objetivo da empresa é produzir um protótipo comercialmente viável até o final de 2024.

De acordo com Noga Sela. Shalev, CEO da Fresh Start: “O grande potencial da solução da MadeRight é fechar lacunas que nos impedem de fazer a transição necessária para materiais de embalagem não poluentes e sustentáveis, mantendo os próprios processos de produção sustentáveis e aproveitando as maravilhosas qualidades naturais que os fungos têm a oferecer”.

MadeRight

A MadeRight fundada por Rotem Cahanovitc, especialista em micologia, e Yotam David, geneticista molecular, possui como missão, evitar a poluição plástica sem comprometer o desempenho ou a acessibilidade. Até o momento, a startup conquistou três reconhecimentos importantes: o Prêmio Unilever Sustainable Challenge, a seleção para o grupo Mass Challenge 22, assim como o título de Disrupting The Future Of Plastics.

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No entanto, a MadeRight não está sozinha na utilização de fungos para a criação de embalagens. Nos Estados Unidos, a empresa Ecovative desenvolveu uma alternativa compostável ao isopor, feita a partir de micélio e cânhamo. No Reino Unido, a Biohm também explorou um processo semelhante, empregando micélio e resíduos alimentares para a produção de materiais de construção regenerativos.

De acordo com a marca: “Através da nossa abordagem interdisciplinar inovadora, desenvolvemos um modelo de economia circular que aproveita os resíduos industriais orgânicos como fonte de nutrientes para o cultivo de fungos. Nossas soluções escaláveis resultam na produção de materiais sustentáveis e de alta qualidade que podem atender às necessidades de embalagem de qualquer indústria.”

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Imagem ilustrativa de capa: Divulgação MadeRight

Por Ana Cristina Gomes em 28 de agosto