Com o aumento da demanda por alimentos mais saudáveis e sustentáveis, surgem novas tendências em proteínas veganas.

De acordo com a UBS investments, o crescimento de alternativas à proteína animal deverá aumentar para US $ 85 bilhões até 2030. Tudo isso porque, o segmento à base de plantas está preparado para o crescimento contínuo.

Um estudo recente da DuPont Nutrition & Health constatou que 52% dos consumidores norte-americanos estão ingerindo mais alimentos à base de plantas e acreditam que isso os faz sentir-se mais saudáveis.

No entanto, nem todas as proteínas de origem vegetal são criadas da mesma forma. Embora o trigo, a soja e a ervilha reinem supremos hoje, há uma infinidade de outras opções disponíveis, e todas com vantagens exclusivas.

Fontes alternativas de proteínas veganas

Invariavelmente, alternativas de proteína tem a árdua tarefa de oferecer sabor, textura e quantidade de proteínas satisfatória. A escolha por novas fontes de proteínas depende do gosto pessoal, preferência por etiqueta limpa, teor de proteínas e uma variedade de outros quesitos.

Nesse sentido, grão de bico, algas, coco e feijão mungo são as novas tendências em proteínas veganas. Essas quatro fontes de proteína vegetal são as opções que estão começando a se firmar no mercado e a gerar bons resultados.

No entanto, eles podem ultrapassar os produtos que atualmente lideram as posições de destaque. Principalmente, se considerar que essas fontes são mais sustentáveis e tem funcionalidades flexíveis para uso em formulações inovadoras de produtos.

Proteína do grão-de-bico

É provável que o grão-de-bico seja o mais conhecido. É um ingrediente de grande potencial para acompanhar a demanda do mercado, pois isolado em, oferece sabor, sensação na boca e perfil nutricional semelhantes aos do leite e iogurte de vaca. Assim, empresas de ingredientes como ChickP e InnovoPro começaram a produzir o isolado para a fabricação comercial de laticínios e produtos à base de carne.

Além de fonte em isolados para produtos similares aos de origem animal, o grão de bico também é popular em itens à base de cereais. O Banza, que reinventou as massas feitas tradicionalmente com trigo, milho e arroz, utiliza o grão de bico, uma das fontes de proteína mais eficientes e sustentáveis ​​do planeta.

Esta empresa lançou suas deliciosas massas de grão de bico que têm quase o dobro da proteína, três vezes a fibra e um terço a menos de carboidratos do que as massas tradicionais. Hoje, o Banza é a marca de massas mais vendida na Whole Foods and Target e está disponível em mais de 12.000 lojas varejistas em todo o país. Recentemente, levantou US $ 20 milhões em investimentos e está crescendo rapidamente em popularidade.

Proteína de algas

As algas também estão na crista dessa onda de novas tendências em proteínas veganas. Certamente, o fato de as algas marinhas terem muitos benefícios nutricionais contribui para seu sucesso. Isso inclui melhorar a saúde cognitiva, o sistema nervoso, a pele, aumentar a energia e o metabolismo e ajudar o desenvolvimento das crianças.

De antemão, essa fonte sustentável de proteína vegana apareceu em lanches, como carne seca, em macarrão, no caviar vegetariano e até em embalagens de alimentos comestíveis. As algas também constituem o principal ingrediente dos produtos de frutos do mar vegetarianos da Good Catch, que arrecadou US $ 32 milhões em financeiamentos no início deste ano, incluindo a empresa controladora da Lightlife, Greenleaf Foods, e o braço de risco 301 Inc. da General Mills.

Proteína de coco

O coco é outra grande tendência. Contudo, ele não aparece só em bebidas. O ingrediente está presente em molhos para saladas, sopas e geleias. Além de seu inconfundível sabor, a noz tropical está envolta em questões de sustentabilidade. As áreas de produção  podem ser afetadas pela seca e tufões, portanto a estabilidade da mercadoria é uma consideração importante para fornecedores e fabricantes.

Proteína de feijão mungo

O feijão mungo é um ingrediente menos conhecido, no entanto, começa a aparecer nos produtos que imitam ovos. Por exemplo, o Just Egg, pioneiro à base de plantas em substituição ao ovo produzido pela Just, tem o feijão mungo como seu principal ingrediente.

Acima de tudo, possui textura e composição ideal para imitar ovos, com muitos dos mesmos aminoácidos e propriedades de emulsificação que a referência animal.

O futuro das proteínas veganas

Graças à crescente demanda do consumidor por fontes de proteína mais limpas, ecológicas e isentas de animais, vimos um aumento no número de proteínas veganas no mercado.

Embora seja difícil predizer o futuro desse mercado, essas novas tendências em proteínas já indicam que esse mercado não se limita ao segmento de carnes e laticínios à base de plantas.

As grandes empresas, de olho nesse mercado promissor, acreditam no que já sabemos: as proteínas de origem animal estão se tornando obsoletas e o futuro dos alimentos, sem dúvida, é vegetal.

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por Nadia Ferreira Gonçalves em 6 de Maio