Quer saber mais sobre o mercado de vacinas plant-based? Já falamos aqui que o imunizante da Medicago apresentou resultados positivos na terceira fase de testes contra o coronavírus, mas, ainda está em fase regulatória para estar disponível ao público. 

O Transparency Market realizou uma pesquisa para investigar esse setor, chegando a conclusão de que é possível que esse mercado atinja 2,34 bilhões até 2031, crescendo a um CAGR de 7,38%. Para fins de comparação, o mercado foi avaliado em US$ 1,10 bilhão em 2020. 

Para criar esses imunizantes é utilizado uma proteína codificada com os genes para combater as doenças, respectivamente adicionados no genoma da planta. Logo, o processo utiliza essas plantas geneticamente modificadas para produzir as vacinas.

Segundo o relatório, os ingredientes mais utilizados pelo produto são o tabaco e a batata, sendo que o principal imunizante plant-based é feito contra bactérias e, depois, contra os vírus. 

Aqui vale responder uma dúvida comum: a vacina à base de plantas é considerada vegana? Ainda não, já que os testes em animais são exigidos por lei, contudo, o imunizante não utiliza o ovo, comumente empregado na produção de vacinas tradicionais. 

Dessa forma, é necessário lembrar da definição da The Vegan Society: “O veganismo é uma filosofia e um modo de vida que procura excluir — na medida do possível e praticável — todas as formas de exploração e crueldade com animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito […]”. 

Portanto, a instituição não recomenda evitar medicamentos prescritos pelos médicos nem as vacinas. 

Vacinação

Imagem: Unsplash

Vantagens e desafios do produto 

O relatório apontou que a produção de vacinas à base de plantas oferece algumas vantagens como baixo investimento inicial e agilidade no desenvolvimento do imunizante, em comparação com outros métodos. 

Entretanto, o principal desafio do setor é a dificuldade de criar vacinas de 3.ª geração, aquelas que são produzidas com fragmentos de material genético (seja o DNA ou RNA) de um patógeno. 

O analista que participou do estudo afirmou que para contornar esse desafio é importante que as empresas utilizem os métodos de eletroporação, sonicação e biolísticos para desenvolver os imunizantes à base de plantas. 

A Organização Mundial da Saúde já deu seu parecer no site, também ressaltando as vantagens dessa vacina ser mais barata, facilmente transportada, ter maior aceitação dos pacientes e antígenos estáveis — que podem ser armazenados por longos períodos de tempo — eles também afirmam que a possibilidade de que a contaminação de um vírus de planta tenha um efeito negativo nos seres humanos é quase insignificante. 

Apesar dessas vantagens, a organização é clara ao afirmar que ainda há desafios técnicos presentes e que devem ser resolvidos para termos um uso em larga escala, bem como devem ser preenchidos os requisitos regulatórios para a nova classe de vacina. 

O que impulsiona o mercado de vacinas plant-based? 

O principal impulsionador desse mercado é o aumento do surgimento das doenças epidêmicas e pandêmicas, bem como o crescimento da população mundial. 

O analista que participou do estudo falou: “Novas doenças, como COVID-19, Ebola e Zika, entre outras, estão alimentando a necessidade de pesquisas e investimentos dinâmicos em vacinas usando sistemas de plantas […]”. 

Uma doença que impulsiona essa área é a gripe, causada pelo vírus influenza. Segundo a OMS, o vírus pode se espalhar por até um metro, quando as pessoas tossem ou espirram.

Principais players do setor

Segundo o Transparency Market, os principais players desse mercado são as seguintes empresas: 

  • Creative Biolabs
  • Medicago Inc.
  • iBio
  • Fraunhofer Center for Manufacturing Innovation
  • ICON
  • EEA Consulting Engineers
  • Protalix
  • Kentucky BioProcessing, Inc. 

Para ler o relatório completo acesse: Plant-based Vaccines Market Trends, 2021-2031.

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*Imagem de capa: Unsplash



por Amanda Stucchi em 19 de janeiro