Já pensou em degustar chocolate vegano Lindt, apenas se deliciando com o sabor, sem se preocupar com a presença de leite e derivados? Esse sonho pode estar mais perto do que se imagina.

Chocolate vegano Lindt

Para os amantes de chocolates, a marca suíça de chocolate Lindt está entre as melhores do mundo. A qualidade das matérias-primas empregadas em sua fabricação é considerada única, e o resultado é extremamente agradável. Os produtos são cremosos, saborosos e sem adição de açúcar em excesso, mas na medida certa.

A marca global, que tem uma receita de mais de US$ 4,5 bilhões, junto às subsidiárias Ghirardelli e Russell Stover acaba de anunciar que está adicionando três barras de chocolate veganas à sua linha HELLO.

As novas barras serão feitas com leite de aveia e terão três sabores: biscoito, avelã e caramelo salgado, e inicialmente estarão disponíveis na Alemanha. Ao que tudo indica, a marca pretende alcançar não apenas ao público vegano, mas também aos flexitarianos, pessoas intolerantes à lactose e que sofrem de alergias ao leite.

Vale ainda ressaltar que, além de veganas, as barras de contarão com embalagens sustentáveis e marcadas com o rótulo vegano. A marca está planejando campanhas de publicidade digital e de TV para promover o lançamento vegano. As barras de chocolate estarão nas prateleiras a partir de novembro, prontas para a chegada do Natal.

Além do chocolate vegano Lindt

Como o nome sugere, o chocolate vegano não contém nenhum ingrediente derivado de animais, como produtos lácteos e produtos relacionados, como soro de leite, gordura do leite, caseína e outros.

O chocolate vegano é inteiramente feito a partir de ingredientes vegetais, portanto, é pobre em colesterol e gordura, tornando-o mais saudável que o chocolate convencional. Qualquer chocolate cujo ingrediente se enquadre nesses parâmetros é um chocolate vegano.

Nesse cenário, a Lindt não é a pioneira, mas está seguindo os passos de outras marcas de chocolate até então 100% lácteos, que recentemente lançaram alternativas veganas. Reconhecidas no mercado internacional, chocolate Barry Callebaut e Galaxy, da Mars, também já lançaram suas barras “ao leite” veganas no ano passado, e a Cadbury está desenvolvendo uma versão vegana de sua famosa barra Dairy Milk.

No Brasil, marcas genuinamente veganas, como a Super Vegan, já fazem a alegria do público vegano e são reconhecidas por seus chocolates artesanais de altíssima qualidade. A diferença dos lançamentos veganos de marcas tradicionalmente lácteas é que as últimas atingem mais facilmente o público não vegano, ampliando o alcance das opções não lácteas.

Mercado de chocolates veganos

A dinâmica de mercado do chocolate vegano segue o mercado de alimentação em geral. De fato, a comida vegan é percebida como mais saudável do que a comida convencional pelos consumidores. Além disso, há o aumento da conscientização sobre a crueldade animal na indústria de laticínios, que juntamente à consciência ambiental estão atuando como o fator positivo para o mercado de chocolate veganos.

Simultaneamente, pesquisas indicam que a agricultura animal é uma das principais causas do aumento na emissão global de gases de efeito estufa. Os excrementos de animais emitem gases que incluem óxido nitroso, metano, sulfeto de hidrogênio e amônia. O sulfeto de hidrogênio e a amônia envenenam o ar, enquanto o metano e o óxido nitroso são os principais contribuintes para o aquecimento global.

Para além dessas questões, o chocolate vegano também é usado como alternativa ao chocolate convencional pelos consumidores intolerantes à lactose. Lançamentos de diferentes sabores de chocolate vegano também tem impulsionando o mercado.   

Um relatório de mercado publicado em 2019 previu um enorme crescimento para o mercado vegano de chocolate até 2027.

As previsões são bastante positivas. A força motriz por trás das previsões são os próprios consumidores, que seguem a crescente tendência de bem-estar e saúde, e supõem que o chocolate à base de plantas é mais saudável do que as variedades tradicionais.

Como o chocolate vegano não contém laticínios e, portanto, não contém ingredientes de origem animal, ele tem a vantagem sobre as variedades convencionais de ter um teor de colesterol muito baixo.

Consequentemente, a elevação da variedade de sabores e a resultante escolha mais ampla para os consumidores estão criando uma demanda maior. Preços mais altos em comparação com o chocolate tradicional são vistos como um obstáculo ao crescimento irrestrito no mercado de chocolate à base de plantas.

Um mercado que salva

O chocolate não conhece fronteiras; fala todas as línguas; vem em todos os tamanhos; é tecido através de muitas culturas e disciplinas…

afeta o humor, a saúde e a economia, e faz parte de nossas vidas desde a primeira infância até o avançar da idade.

HERMAN A. BERLINER, prefácio, Chocolate: Comida dos Deuses

Como bem descrito na citação de Herman Berlinder, o chocolate vegano pode representar a salvação para os amantes dessa iguaria à base de cacau. Certamente, o chocolate é visto como um dos alimentos com maior apelo emocional, representando uma verdadeira poção mágica para os paladares mais apreciativos.

O crescimento desse mercado representa um marco para consumidores e fabricantes. A Lindt, como referência quando se trata de chocolates, não poderia ficar de fora. Enfim, mais uma que se beneficia do bum vegano que é a tendência do século.

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por Nadia Ferreira Gonçalves em 6 de agosto