Larissa Cieslak, ex-atleta da Seleção Brasileira de natação, campeã brasileira múltiplas vezes, medalhista dos jogos Sul-Americanos e Pan-Americanos, está apostando na categoria de alimentos plant-based investindo na marca de alimentos Tensei.

Além de ex-atleta profissional, ‘Lalas’, como é conhecida nas redes sociais, atuou anteriormente como Engenheira de Processos em uma multinacional e também como CFO do Grupo Primo e atualmente é co-fundadora da Jota Company, junto com o seu marido Joel Jota.

Investimento no mercado plant-based

Quando perguntada sobre o motivo do investimento, Lalas diz: “Me apaixonei pela missão da marca, que além de oferecer alimentos deliciosos e saudáveis, atua diretamente na luta do desperdício de alimentos”.

De acordo com a ONU, o Brasil desperdiça cerca de 27 milhões de toneladas de alimentos por ano. Estima-se que 80% desse desperdício ocorre no manuseio, transporte e nas centrais de abastecimento.

As estatísticas mostram ainda que este tipo de situação ocorre em todo o mundo. Dados recentes indicam que 14% dos alimentos são descartados entre a colheita e o varejo. Além disso, 17% são desperdiçados nos pontos de vendas e no consumo. Essa é uma preocupação global que diz respeito a todos os países, tanto os desenvolvidos quanto os subdesenvolvidos. Um grande e caro problema ambiental, social e econômico, que colabora negativamente para a perda de quase 1,3 bilhão de toneladas de alimentos.

Desenvolvimento dos produtos

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Este é apenas um dos problemas que a Tensei trabalha para resolver. Liderados por Thiago e Caroline Diniz, a Tensei é a única marca nacional com escala industrial sem traços dos 18 alergênicos listados pela ANVISA. A empresa utiliza alimentos considerados “fora do padrão” para produzir seus produtos, ou seja, são alimentos que apesar de estarem adequados para o consumo, não atendem a determinadas exigências estéticas do varejo. Tradicionalmente, muitos destes alimentos seriam desperdiçados. Neste processo, conhecido como upcycling, a Tensei consegue oferecer alimentos orgânicos com um preço equivalente aos alimentos convencionais e ainda aumentar a renda do pequeno agricultor, que muitas vezes não consegue efetivar a venda de itens neste perfil.

Segundo Thiago, a Tensei “consegue solucionar diversos problemas presentes na indústria de alimentos: diminuir o desperdício de alimentos, gerar mais renda para os pequenos agricultores, gerar menos impacto no meio ambiente e democratizar o acesso a alimentos orgânicos”. Atualmente, a fábrica já gera 60% da sua própria energia com energia solar. Graças aos vegetais “fora do padrão” a empresa consegue oferecer os produtos orgânicos econômicos, sendo vendido por apenas R$ 2,50 na ponta do varejo. A marca tem como missão produzir uma alimentação inclusiva e sustentável de forma prática, saborosa e acessível. Além disso, democratizar a categoria de alimentos plant-based, orgânicos e livre de alergênicos.

Imagem: Divulgação Tensei

Investimento via Vegan Business

Para acelerar o crescimento da Tensei, a marca se juntou à plataforma de equity crowdfunding, Vegan Business, especializada em levantar recursos por meio de comunidade, para empresas de mercado plant-based. A rodada teve início nesta terça-feira e já conta com 60% da meta mínima captada. Em dois dias a marca já tem quase R$ 500 mil em reservas com 67 investidores da comunidade.

De acordo com o fundador da plataforma, Christian ‘Crica’ Wolthers, a captação da Tensei tem uma importância especial: “Ter a oportunidade de ajudar um negócio com um propósito tão latente, que resolve tantos problemas de uma vez só, é realmente uma honra. Com o olhar de investidor, não vejo a hora de lançar a rodada para a comunidade e investir na Tensei – uma empresa que, na minha visão, vai crescer expressivamente nos próximos anos”.

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Imagem ilustrativa de capa: Larissa Cieslak

Por Ana Cristina Gomes em 31 de março