A WeWork é um dos maiores coworking do país. Ela é uma empresa de tecnologia colaborativa, e está ganhando muito espaço, tanto no Brasil quanto no mundo. Só que a grande novidade da vez está em um investimento da empresa. A marca liderou uma rodada de investimentos de US $ 32 milhões na marca de laticínios veganos Laird Superfood.

Sobre a Laird Superfood

A empresa Laird Superfood foi fundada pelo surfista e fitness guru Laird Hamilton. Hoje sua principal linha de produtos é composta por cremes veganos, disponíveis em cinco variedades.

Os sabores da marca são original, chocolate menta, açafrão, sem açúcar e cacau. Para fazer os cremes veganos, a marca usa como ingredientes o leite de coco em pó, açúcar orgânico de coco, complexo mineral Aquamin e óleo de coco extra virgem orgânico. Segundo a Laird Superfood, os produtos da marca são livres de goma, extratos, vitaminas sintéticas, aditivos artificiais, e outros ingredientes não naturais e veganos.

“Nossos produtos são baseados em energia sustentada e hidratação. Essas são duas coisas que você realmente precisa cobrar durante o dia e acho que é isso que fornecemos.”, disso o co-fundador e CEO da Laird, Paul Hodge, disse à Food Navigator-USA .

Não é a toa que a WeWork resolveu investir nessa empresa, e olha que o investimento foi bem alto.

A Laird Superfood utilizará os fundos para o desenvolvimento de produtos e aquisição de pequenas marcas similares de alimentos saudáveis. “Nossa estratégia é construir uma marca baseada em Laird que você possa comparar com Newman’s Own, Annie’s e Amy, onde você tem em essência um indivíduo por trás da marca que é verdadeiramente autêntico.” Hodge acrescentou. “Dentro de cinco anos, pretendemos ter produtos em todos os corredores da mercearia.”

Sobre a WeWork

A WeWork está avaliada, hoje, em 20 bilhões de dólares, 210 mil membros e está presente em 21 países. Mesmo surgindo no Brasil em 2017 – ou seja tem dois anos de vida aqui – o nosso país já se tornou o quinto mercado desse coworking gigante. Entre as unidades cariocas e paulistas, a WeWork soma 6,5 mil membros aqui.

“Somos um catalisador da expansão dos negócios próprios, ajudando comunidades a irem para frente. Fazemos não só porque nos importamos e é a coisa certa a ser feita, mas também porque também é proveitoso financeiramente. Quando esses dois aspectos se unem, qualquer estratégia se torna muito interessante”, afirma Roee Adler, head global do WeWork Labs.

WeWork e o veganismo

Já podemos imaginar que a história da WeWork com o veganismo começou bem antes do investimento de 32 milhões de dólares na Laird Superfood, certo? Sim.

Ano passado, a empresa gerou polêmica com uma grande decisão. Todos os eventos do coworking não teriam mais carne. E ela foi além. A WeWork também disse que os seus funcionários não poderiam mais ser reembolsados por refeições que contivessem carne.

Mesmo que nem todos tenham ficado satisfeitos com essa decisão, para o veganismo isso foi uma grande vitória. Uma empresa avaliada em mais de 75 bilhões de reais decidir “abolir” as carnes, mostra que o veganismo está mostrando para o mundo que é o futuro. De qualquer forma, os funcionários ainda vão poder levar de casa suas refeições com ingredientes animais.

“Novas pesquisas indicam que evitar carne é uma das maiores medidas que um indivíduo pode tomar para reduzir seu impacto ambiental pessoal, até mais do que mudar para um carro híbrido”, afirmou McKelvey, co-fundador da empresa.

A WeWork também estimou que a proibição poderá economizar até 16,7 bilhões de galões (cerca de 63,2 bilhões de litros) de água, 445 milhões de libras (o que equivale a aproximadamente 202 milhões de quilos) de emissões de dióxido de carbono e mais de 15 milhões de animais até 2023.

Quem também ficou muito feliz com a atitude do coworking foi a Sociedade Vegetariana na Grã-Bretanha, que também incentivou outras empresas a seguir o exemplo da WeWork.

“Achamos que é ótimo levar a responsabilidade ambiental deles a sério e isso fará uma grande diferença”, disse Lynne Elliot à Thomson Reuters Foundation. “Esperamos que outras empresas sigam o exemplo.”

Outras empresas que investem no veganismo

É muito importante ver que grandes empresas, tais como a WeWork estão se mobilizando a favor do veganismo. Felizmente neste ano de 2019 estamos com grandes vitórias quando se trata de investimento em marcas veganas.

Recentemente tivemos a notícia de que Bill Gates, Richard Branson e Jeff Bezos estão apostando em comidas veganas. Os fundadores da Microsoft, da Virgin e da Amazon – respectivamente – estão investindo, juntos, cerca de 90 milhões de dólares na empresa Motif. Esses mais de 337 milhões de reais serão utilizados para desenvolver ingredientes à base de vegetais. Dessa forma, poderão ser produzidos alimentos veganos com preços mais em conta para todos.  

Isso é muito positivo, e podemos ver com clareza o crescimento do veganismo. Seja a WeWork, a Amazon, a Microsoft ou a Virgin, todos acreditam que o nosso futuro está no veganismo.

Leia também Unilever compra marca de carnes veganas e Startup recebe 90 milhões para desenvolver novos alimentos veganos



por Lari Chinaglia em 13 de março